São Paulo,  
Busca:   

 

 

Agora

 

Battisti disparou contra o médico Diego Fava e tentou matar o juiz Luigi De Liguor.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 06 de janeiro de 2011.


Cesare Battisti.



–1. As revistas semanais italianas chegarão às bancas na próxima sexta-feira e com o “Caso Battisti” tratado como matéria central.



O leitores irão encontrar relatos, testemunhos, transcrições de peças processuais, além de comentários sobre a decisão do presidente Lula de não conceder a extradição. Isto por entender que Battisti não ficaria seguro na Itália e teria a integridade física sob risco.



Matérias jornalísticas mostrarão que nenhum dos que estiveram presos em cárceres italianos, por participações em fatos eversivos consumados nos anos 70, correram riscos, sofreram atentados ou perseguições.



Dois exemplos:



(1) Sérgio Segio, líder da organização Prima Línea ( matou mais do que todas as outras organizações terroristas, incluídas as Brigadas Vermelhas), é cineasta premiado e escritor de sucesso, depois de cumprir 8 anos em regime fechado.



Sérgio Segi matou, em janeiro de 1979, o juiz Emilio Alessandrini. Isto logo depois do juiz ter deixado o seu pequeno filho de 5 anos no colégio.



Alessandrini era juiz de instrução nos casos de terrorismo e não tinha escolta à sua disposição.



(2) Giuseppe Memmeo, que formava dupla com Battisti para assassinar e disparar contra as pernas de operários de fábricas ligados ao Partico Comunista Italiano (–PCI, eurocomunista e contra a linha marxista de Moscou–), está em liberdade condicional há mais de dez anos e presta servições comunitários. Memmeo trabalha em programas de assistência a usuários de drogas proibidas.



E a pergunta que não cala na Itália: quem mentiu a Lula sobre perseguições e atentados ?



Mais ainda, Lula não sabia que apenas dois condenados estão em regime fechado e isto porque recentemente extraditados.



Numa decisão humanitária decorrente de acordo formal entre os presidentes Giorgio Napolino (Itália) e Nicolas Sarkozy (França), a terrorista Marina Petrella (com câncer terminal e 37 kg de peso em face da doença), deixou de ser extraditada.



Petrella, ao contrário de Battisti, nunca renegou sua escolha. E nunca pediu desculpa às famílias das vítimas que o seu grupo assassinou.



Por outro lado, o médico Diego Fava sobreviveu por sorte.Battisti colocou o cano de uma pistola contra a sua cabeça. Acionou o gatilho algumas vezes e a arma falhou. Distante, Roberto Silvi, que dava cobertura a Battisti, realizou três disparos contra o corpo do médico Fava, que, gravemente ferido, conseguiu sobreviver.



Fava, sem qualquer hesitação, reconheceu Battisti como a pessoa que encostou a arma na sua cabeça e acionou o gatilho algumas vezes.



O juiz Luigi De Liguori, como conta à revista Panorama que estará nas bancas na sexta-feira, saiu ileso do atentado comandado por Battisti, com pistlas automáticas e metralhadoras russas kalashnikov.



Battisti e Arrigo Cavallina (confira post de ontem deste blog Sem Fronteiras e entrevista dada à rádio CBN- http://cbn.globoradio.globo.com/programas/cbn-total/2011/01/05/STF-VAI-DECIDIR-SE-DECISAO-DE-LULA-SOBRE-BATTISTI-FOI-LEGAL-OU-NAO.htm ) armaram e colocaram em prática um plano para assassinar De Ligouri, juiz encarregado, em Milão, de apreciar acusações contra terroristas.



Em Milão, Battisti ficou à espera do juiz na parte térrea da residência onde o magistrado vivia com a mulher e dois filhos, à via Padova. Um dos membros do grupo, Maurizio Follini, apelidado “Corto Maltese”, foi parado na estrada Torino-Milão e se atrasou em chegar à via Padova.



Por pensar que a polícia havia descoberto o plano e prendido Follini, o grupo de execução dos chamados “inimigos do proletariados”, com Battisti à frente, fugiu com a chegada do juiz De Ligouri, sob escolta de três homens.



Para De Ligouri, 72 anos, aposentado e residente na pequena cidade de Salento (província de Lecce): - “Mi sento um miracolato, uno che è sopravissuto per caso” (sinto-me um agraciado por milagre, uma pessoa que sobreviveu por acaso).



–2. PANO RÁPIDO. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu, em longa entrevista à londrina BBC, o acerto da decisão de Lula.



Cardozo é do grupo petista liderado por Tarso Genro.



O ministro Cardozo, como o general Elito, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, bate-cabeça com a presidente Dilma Roussef.



A presidente Dilma é favorável à extradição.



Cardozo, não quer a extradição de Battisti e defende o acerto da decisão de Lula.



Para o ministro Cardozo, Dilma erra.



Viva o Brasil.



– Walter Fanganiello Maierovitch—



Em tempo: penitencio-me por ter sempre votado para o senador Eduardo Suplicy. .



Abaixo, segue entrevista dada pelo senador à publicação Secolo XIX, de Gênova, que arraca gargalhadas dos italianos.



Secolo XIX. Senatore Suplicy, lei ha scritto domenica scorsa su un quotidiano brasiliano di essere disposto a venire in Italia a spiegare la decisione di Lula davanti al senato italiano. Ribadisce la sua disponibilità?



Suplicy. Si anche perché lo avevo già detto lo scorso giugno in occasione del G20 in Canada al vicepresidente del vostro Senato, Vannino Chicchi. Tornato in Brasile gli inviai una lettera in cui mi dicevo disponibile a venire in Italia per spiegare la situazione dal punto di vista di noi brasiliani.



Secolo XIX. Spieghi, senatore Suplicy, siamo a sua disposizione.



Suplicy. Come amico dell’Italia vorrei ribadire al Senato tramite il SecoloXIX che la decisione di Lula è corretta. Anche perché Chiti mi disse, per esempio, che Battisti era uno dei capi responsabili dell’organizzazione che sequestrò e uccise Aldo Moro.



Secolo XIX. Addirittura delle Br …



Sì. Inoltre Battisti, la seconda volta che fu processato, i suoi difensori furono scelti con una procura falsa. Ma la cosa più importante è che Battisti ha più volte ha dichiarato di non essere responsabile della morte delle 4 persone per cui invece è stato condannato.



Secolo XIX. Beh, ci mancherebbe … Che feedback ha avuto dalla sua lettera a Chiti?



Suplicy. Nessuno. Ma reitero la mia disponibilità a venire in Italia. Riconosco che in Italia ci sia una democrazia ma può succedere che ci siano stati degli errori nel giudizio e nella condanna. Battisti dice di non aver ucciso quelle persone e che mai alcun giudice in Italia si è degnato di chiedergli se davvero lui avesse ucciso queste 4 persone. Senza poi dimenticare che coloro che lo hanno accusato sono gli stessi che hanno guadagnato la libertà, come una sorta di premio per la loro delazione.



Secolo XIX. In Italia si chiamano collaboratori di giustizia, le loro dichiarazioni vengono verificate all’infinito e senza di loro sarebbe stato impossibile combattere mafie e terrorismo. Ma andiamo avanti. Lei sarebbe d’accordo a che Battisti fosse riprocessato in Italia? Cioè che si rifacesse il processo contro di lui?



Suplicy.Se ci fosse la certezza di un processo dove verrebbero garantite tutte le tutele giuridiche io sono d’accordo, come del resto anche lui



Secolo XIX. Per lei dunque, oggi come negli anni Settanta, le tutele giuridiche in Italia non sono certe?



Suplicy. Non sto dicendo che la decisioni della giustizia brasiliana siano sempre le più corrette ma nel caso specifico di Battisti se da un lato con una votazione 5 a 4 il Supremo ha votato per l’estradizione di Battisti dall’altro ha sancito che la decisione finale spettasse a Lula. Che ha deciso per il no all’estradizione. E questo è ciò che conta.



Secolo XIX. Lei incontra spesso Battisti in carcere, l’ultima volta che l’ha visto come stava?



Suplicy. Relativamente bene ma molto ansioso per il suo futuro.



Secolo XIX. Conferma che Berlusconi sapesse in anticipo del no all’estradizionesarebbe di Lula come già dichiarato al Riformista?



Suplicy. Non ero presente a quella riunione tra Lula, Berlusconi e Gilberto Carvalho. Ma secondo testimoni ad un certo punto Berlusconi disse a Lula che “qualunque fosse stata la decisione non avrebbe montato una polemica sul caso’.



Secolo XIX.E della decisione di Frattini di fare ricorso alla Corte Internazionale dell’Aja?



Suplicy. Come Berlusconi ha rispettato la decisione del presidente francese Sarkozy di concedere l’asilo e di non rispedire in italia Marina Petrella allo stesso modo non c’è motivo di avere un atteggiamento diverso nei confronti del Brasile.



Secolo XIX. Ma Marina Petrella pesa 37 kg e soffre di un cancro terminale. Inoltre c’è stato un accordo congiunto dei due paesi in nome di un trattato bilaterale diverso da quello che l’Italia ha con il Brasile che, come pare evidente, non hanno accordato alcunché …




Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet