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Primeiro mês da reconquista do Alemão e Vila Cruzeiro

IBGF, 28 de dezembro de 2010.





–1. O Comando Vermelho não morreu depois da retomada do complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro. E outras organizações criminosas, detentoras de controle de território e social, –como as milícias de paramilitares, os Amigos dos Amigos (ADA) e o Terceiro Comando–, estão alertas e elaboram estratégias em face do avanço das unidades pacificadoras.



Pela primeira vez, no entanto, o Estado nacional conseguiu, na Penha (mais especificamente no complexo do Alemão e em Vila Cruzeiro), acabar com a secessão e restabelecer o estado de Direito.



Como conseqüência, a comunidade vibrou e continua legitimamente a exultar com a reconquista da cidadania, Esta, reforçada por apropriadas ações sociais dos governos (federal, estadual e municipal), das organizações não governamentais e de empresarias que voltaram a investir na área. Até o Judiciário estadual, para solucionar conflitos de interesses que minam a tranqüilidade social, já instalou unidade no território que esteve sob controle e governo do crime organizado de matriz mafiosa.



Em resumo, havia luz no fim do túnel. E o secretário da segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, conduziu-se de forma competente, respeitosa à comunidade e sempre dentro da legalidade.



Mariano buscou e obteve, pela confiança pessoal e no seu trabalho, apoio da Marinha, que restou fundamental. Atrás, para não passar vergonha e perder o bonde da história, veio o Exército. Uma boa-coordenação e sinergia mostrou-se fundamental na exitosa ação de retomada. E a força de paz, sob coordenação de um experiente general, representa a garantia de que não haverá retrocesso.



Abandonou-se a pirotecnia que o governador Cabral, a copiar o presidente mexicano Felipe Calderon, colocou em prática, com simuladas “guerras de conquistas”. Aliás, todas elasde alto risco para a população e marcadas por recuo no dia seguinte.



Nessa época da pirotecnia. e por sorte, Cabral não produziu um banho de sangue já que os moradores ficavam no centro do fogo entre policiais e bandidos.



Na operação de retomada do Alemão e da Vila Cruzeiro atuou-se, como regra, dentro da legalidade e se evitou o conflito bélico direto, que, fatalmente, causaria mortes e ferimentos em civis inocentes.



–2. PANO RÁPIDO. O complexo do Alemão e a Vila Cruzeiro voltaram a fazer parte do território nacional. Mas, como já deixei frisado neste blog Sem Fronteiras de Terra Magazime, apenas passamos, — e bem–, no vestibular. Isto no que toca às ações iniciais de contraste ao fenômeno representado por um crime organizado de matriz especial.

– Walter Fanganiello Maierovitch–


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