São Paulo,  
Busca:   

 

 

Agora

 

Crime Organizado. Violência no Rio. Novo conflito, agora de autoridades.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 3 de dezembro de 2010.


Soldao do Exército quando da invasão do Complexo do Alemão.




--1. Em menos de uma semana o governador Sérgio Cabral fez duas trapalhadas.



Antecipou o nome do ministro da Saúde do futuro governo Dilma e estabeleceu que as forças federais ficariam no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro por 11 meses.



Sobre o anúncio referente ao ministério da Saúde, Cabral apresentou desculpas públicas e de Buenos Aires, para onde fez uma viagem relâmpago.



A presidente eleita, Dilma Rousseff, desmentiu Cabral e o nome anunciado pelo governador estadual já integra a lista dos excluídos do baile.



Amanhã, o governador Cabral estará com o ministro Jobim, aquele que sem ser militar usa farda e coturno. O mesmo que escreveu um livro laudatório e confessa ter, como deputado constituinte, escrito artigos da Constituição de 1988 que não foram aprovados pela Assembléia Constituinte.



Na reunião, a meta de Cabral é se desculpar pela indevida intromissão, pois agora parece saber que não possui competência para dar ordens às Forças Armadas.



Já se sabe que Cabral pedirá, novamente, para as tropas do Exército permanecerem no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro por sete meses: não mais 11 meses.



O temor, por parte do Exército, é a chamada “contaminação” e o “risco de represália”. Ou seja, preocupação de os soldados serem corrompidos por narcotraficantes. Por outro lado,o muitos dos 800 militares que atuaram na retomada do Complexo do Alemão moram em morros próximos. Assim e em tese correriam risco de represálias, quando fora de função e nos morros de domicílio.



Os 007 da inteligência do Exército sabem que policiais corruptos (da “banda-podre” das polícias), no complexo do Alemão e em Vila Cruzeiro, coagem moradores para obtenção de informações. E as informações, posteriormente, são vendidas aos membros do Comando Vermelho. Como se percebe, a preocupação dos generais é pertinente. Ainda mais por insistir Cabral que os soldados tenham “poder de polícia”.



Pela Constituição, os militares apenas têm poder de polícia em casos a envolver crimes militares. Recentemente, num caso de furto de armas, com inquérito militar instaurado, um pelotão empreendeu, sem sucesso mas legalmente, tentativa de localização e apreensão das referidas armas de fogo.



Mas o ponto que preocupa os generais comandantes e referentemente ao “poder de polícia” decorre de uma fato que representou uma tragédia e maculou a imagem do Exército. Trata-se do episódio ocorrido no morro da Providência em 14 de junho de 2008. Na ocasião, um pelotão (tenente e soldados do Exército), encarregado de auxiliar na vigilância de reforma de casas no morro da Providência, resolveu se apropriar do poder de polícia e entregou três jovens para uma facção criminosa rival, do morro da Mineira. Os três jovens foram trucidados.



--2. Na reunião de amanhã com o ministro Jobim, --que está de saída da Polônia e se incomodado com notícias de que teria fechado um acordo para a implantação de uma base norte-americana no Brasil ( não se sabe se isso renderia a promoção de Jobim a general dos EUA)--, o governador Cabral tentará acalmar os chefes estrelados e fechar um acordo de sete meses para permanência das tropas. Tudo sem poder de polícia e com comando por oficial do Exército e não por Cabral.

-- Walter Fanganiello Maierovitch--


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet