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Maconha, barrada a legalização em consulta popular na Califórnia.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 3 de novembro de 2010.




1. Os institutos de pesquisas acertaram e os votos das urnas mantiveram a proibição à emenda legislativa que previa a legalização da maconha para consumo lúdico-recrativo, por maiores de 21 anos. Apenas 44% dos californianos votaram a favor da legalização.

A propósito, na Califórnia permite-se, com receita médica, o uso terapêutico da erva canábica.

No mês passado, a legislação estadual transferiu do campo criminal para o de infração administrativa, a posse de drogas para uso próprio. Seguiu-se o modelo português, ou seja, tirar do campo penal a questão referente ao porte para consumo próprio.



A legalização não contou com o apoio dos dois candidatos ao governo, ou seja, Jerry Brown (democrata) e Meg Whitman (republicana).



Na véspera da consulta popular o influente jornal Los Angeles Times, em editorial, entendeu precipitada e “perigosa” a aceitação da emenda de legalização.



Como destacado neste espaço Sem Fronteiras de Terra Magazine, as autoridades fazendárias californianas viam na legalização uma saída para reduzir o brutal déficit público estadual: US$19 bilhões de déficit.



Pelos cálculos feitos, o estado da Califórnia, com a legalização, arrecadaria US$ 1,4 bilhões anualmente.



O cálculo para essa receita (US$ 1,4 bilhões) partiu de uma estimativa sobre o número de usuários recreativos e sobre o valor da erva canábica no mercado informal: US$ 50 por onça, ou seja, 1,30 euros o grama.



Para se ter idéia de arrecadações, falou-se em liberação de coffe-shops para vendas, como na Holanda, nas cidades e nos condados californianos. Na Holanda, a venda de maconha em coffee-shop, permitida desde 1968, gerou entrada, em 2009 e para os cofres públicos, de US$ 450 milhões.



--3. PANO RÁPIDO. A sociedade conservadora brecou a emenda da legalização.

Em 1972 os californianos também reprovaram nas urnas a legalização: 66,5%x 33,5%.



Neste novembro de 2010, a proibição contou com 44% dos sufrágios. Feito o cotejo entre os resultados de 1972 e 2010, o resultado não foi animador para os progressistas.

-- Walter Fanganiello Maierovitch—


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Retrospectiva: 02/11/2010.

Califórnia: identificação de usuário para finalidade médico-terapêutica


1. Além de nomes de políticos filiados aos partidos democrata e republicano, os cidadãos californianos escolherão se a maconha deverá ser liberada para uso lúdico-recreativa.



Em caso de aprovação, a maconha gerará recolhimento de tributo estadual, já dado por técnicos fazendários como uma receita que evitará a quebra financeira do estado da Califórnia.



A Califórnia apresenta um déficit de US$19 bilhões. Pelos cálculos feitos, o estado da Califórnia, com a legalização, arrecadaria US$ 1,4 bilhões anualmente.



O cálculo para essa futura receita (US$ 1,4 bilhões) partiu de uma estimativa de usuários recreativos e do valor da erva canábica no mercado informal: US$ 50 por onça, ou seja, 1,30 euros o grama.



Como já comentado em post anterior, poderão ser liberados, nas cidades e nos condados, cafés autorizados a vender, para consumo no próprio local, maconha. Como na Holanda, desde 1968. Na Holanda, a venda de maconha em coffee-shop traz substancial entrada de capital. Segundo o Ministério das Finanças da Holanda, em 2009, foram US$ 450 milhões.



2. Na última pesquisa, os contrários à legalização vencem por quatro pontos porcentuais. Mas, no comitê central pró legalização ninguém acredita na veracidade das respostas dadas aos pesquisadores. No referido comitê é voz corrente que muita gente, quando consultada, prefere, para evitar chateações, afirmar sufrágio contrário, mas na urna votará pela legalização.



3. Ontem, o conhecidíssimo humorista Zach Galifianakis participou de um debate sobre a consulta popular na Califórnia referente à legalização da maconha para uso por maiores de 21 anos. O debate, com altíssima audiência, foi promovido pela rede HBO.



Na primeira intervenção, Galifianakis falou sério: “Muitos norte-americanos consideram as drogas leves como um tabu cultural e político”. Na sequência, tirou do bolso da camisa quadriculada um cigarro de maconha e passou a fumar com a maior tranquilidade, como se estivesse a dar um gole no copo com água ao seu lado.



Por ocasião da sua segunda intervenção, partiu para a comédia e começou a afirmar que via “dragões a voar pelo estúdio”, tudo a provocar gargalhadas nos que estavam no lotado auditório. Logo a seguir, Galifianakis retomou o tom grave e advertiu: “Eis o que desejava mostrar aos senhores. Isto porque creio, piamente, que muita gente imagina que uma coisa do gênero (referia-se aos dragões a voar pelo estúdio televisivo) possa acontecer aos usuários de maconha”.



Com o auditório a gargalhar, uma jovem debatedora, com posição contrária à legalização, devolveu um cigarro que lhe havia ofertado Galifianakis. Disse não saber que era de maconha.



PANO RÁPIDO. O humorista manteve o cigarro aceso até o fim do debate. Atenção: não foi notada nenhuma reação estranha de fumantes passivos.

Wálter Fanganiello Maierovitch


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