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Maconha. Referendo Califórnia. Doações de campanha. Soros doa 1,0 milhão de dólares

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 29 de outubro de 2010.




1. Num estado quebrado como a Califórnia, com déficit de US$ 19 bilhões, não faltou, com relação ao referendo de novembro próximo, grana para as campanhas pró e contra a aprovação da Emenda 19, que versa sobre a legalização da maconha, para uso lúdico-recreativo por maiores de 21 anos.


Nos partidos (comitês), pró ou contra, não existe Caixa 2. Ao contrário, interessa a divulgação e a demonstração de envolvimento de apoiadores. Assim, grandes doações são anunciadas com estardalhaço, pois interessa vincular o nome daquele que abraça a causa.


Hoje, o jornal San Francisco Chronicle anunciou que George Soros, considerado nos EUA como “guru das finanças”, ofertou US$ 1 milhão ao Drug Policy Alliance, partidário do vote “sim” (pró-legalização) no referendo.


2. Pelos cálculos de analistas, no caso de passar a legalização, o estado da Califórnia deverá anualmente colocar nos cofres US$ 1,4 bilhões.


Esse cálculo levou em conta o valor de mercado da maconha, ou seja, US$ 50 a onça ( 1,30 euros o grama).


3. Como já noticiamos neste espaço Sem Fronteiras, o maior sindicato do estado, o Service Employees Internacional Union (SEIU), com 700 mil trabalhadores filiados, dá apoio financeiro à campanha pró-legalização.


Dois dos fundadores do Facebook, Sean Parker e Dustin Moskovitz, cujas ações na Bolsa valem cerca de US$ 33,7 bilhões, ofertaram para o comitê pró-legalização da erva canábica, respectivamente, US$ 100 mil e US$ 70 mil.


4. A consulta popular, na base do “sim” ou “não”, versará sobre emenda que estabelece a legalização, a regulamentação e a taxação da maconha.


Com a aprovação poderão aparecer na Califórnia os cafés autorizados a vender, para consumo no próprio local, maconha. Aliás, como na Holanda há mais de 30 anos.


Na Holanda, a venda de maconha em coffee-shop traz substancial entrada de capital. Segundo o Ministério das Finanças da Holanda, a entrada, em 2009, foi de US$ 450 milhões.


Vale lembrar, pois já foi matéria de post neste espaço Sem Fronteiras de Terra Magazine, que o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, órgão da União Europeia (UE) com sede em Lisboa, concluiu, ao analisar as políticas e os dados dos 27 Estados-membros da Comunidade Europeia, “ter sido inferior à média europeia o número de mortos por drogas na Holanda”.


Amanhã, volto ao tema, com dados sobre a economia das drogas.

Wálter Fanganiello Maierovitch


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