São Paulo,  
Busca:   

 

 

Agora

 

Terror. Ameaça de atentado ao papa Ratzinger pode ter sido delírio persecutório da Scotland Yard, como no caso Jean Charles.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Jornal O GLOBO.

IBGF, 18 de setembro de 2010.


.


--1. Os jornais europeus falam em suspeita de terrorismo, depois de correr à boca pequena que o papa Ratzinger, em Londres, seria alvo de ataque terrorista.



Depois das gravíssimas trapalhadas da Scotland Yard em dois episódios marcantes, -- ataques terroristas ao metrô de Londres (7 de julho de 2005) e assassinato covarde do brasileiro Jean Charles de Menezes (22 de julho de 2005) --, a estratégia policial mudou. Só que o despreparo continua o mesmo.



Para proteger o papa Ratzinger na sua visita à Londres e voltada à cerimônia de beatificação, hoje à tarde, do cardeal Newnan no Hyde Park, o governo britânico gastou 5 milhões de euros. Isso mexeu com os nervos da Scontland Yard que estabeleceu como estratégia correr atrás de boatos e prender suspeitos. Em outras palavras, antecipar-se e usar a mídia para mostrar os seus atos abortivos de ataques terroristas.



Com efeito. O núcleo de inteligência da Scontland Yard teria detectado rumores ( vox nullius, diriam os romanos, à época imperial) de um ataque nas proximidades da célebre catedral de Westminster, onde o papa Bento XVI permanecereia em oração e estariam presentes personalidades como os ex chefes de governo Tony Blair, Gordon Brow, Margaret Thatcher e John Major.



Diante dos rumores, os policiais britânicos resolveram, no alvorecer de ontem, tentar prender seis argelinos e islâmicos. É que eles estavam escalados, pela empresa de coleta de lixo Veolia Environmente ( empresa privada com 650 empregados no quadro laborativo), para trabalhar na limpeza no lado externo de Westminster e em alguns locais onde passaria a comitiva do papa Ratzinger.



De surpresa, cinco garis argelinos foram presos e ficaram incomunicáveis. O sexto gari escolhido fugiu e foi preso, depois, no pequeno apartamento onde morava.



Atenção: nenhum dos seis garis argelinos, todos islâmicos, estavam armados, quer com armas de fogo, quer com armas brancas (não explisovas, como facas, canivetes, etc).



Nas suas casas, segundo divulgado pela imprensa britânica, não foram encontradas bombas e nem qualquer material que pudesse ser utilizado em atentados.





--2. O papa Ratzinger e a mídia foram avisados da suspeita policial apenas no período vespertina da sexta feira. Ou seja, bem depois da celebração matinal em Westminster e quando o Bento XVI encerrava um encontro ecumênico.



Os cinco suspeitos restaram presos às 5,45 hs de ontem. Segundo a Scotland Yard eles têm entre 26 e 50 anos de idade. O sexto suspeito só foi capturado às 13,45 hs. Para os agentes de polícia, seriam extremistas islâmicos.



--3. PANO RÁPIDO. Depois do atentado que vitimou o papa João Paulo II em plena praça de São Pedro e, até agora dado pela polícia italiana como um ato escoteiro de um fanático ( Ali Agca), a segurança de pontífice virou questão prioritária nos seus deslocamentos.



Sobre atentados frustrados, o auto-campeão continua sendo Fidel Castro. Ele mesmo informa, para quem quiser acreditar, ter a CIA (agência de inteligência norte-americana) tentado matá-lo cem vezes.



Quanto à suspeita da Sctland Yard, até agora, parece que usaram a visita do papa para mudar a imagem e passar aos britânicos confiança, que perderam faz muito tempo. Depois do que fizeram com Jean Charles e das tentativas de alteraram provas e alongarem procedimentos apuratórios e reconhecimentos, a Scotland Yard perdeu a credibilidade.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet