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Sarkozy atolado em escândalos. Carla Bruni silencia sobre expulsão de ciganos por decreto do marido. Em biografia não autorizada, Carla Bruni é detonada.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 14 de setembro de 2010.

O presidente e a primeira dama.







A sorte é que as fundações desse velho edifício, erguido na sofisticada rua Faubourg-Saint Honoré, já se mostraram resistentes às altas pressões atmosféricas. O prédio já foi palco dos segredos de presidente que teria recebido diamantes do ditador Jean Bedel Bokassa, que era canibal.



--2. Sarkozy é investigado pelo juiz de instrução Philippe Corroye.



Duas são as suspeitas: (a) recebimento ilegal de dinheiro para a campanha presidencial em troca de outorga da comenda da Legion d´Onere e (b) tratamento de favor, com arquivamento de autuação, em caso de evasão fiscal de US$19 milhões para a compra da ilha Arros (Seychelles), que pertenceu a Reza Pahlavi, antigo xá da Pérsia.



--3. O dinheiro para a campanha eleitoral de Sarkozy, --fala-se em 150 mil euros--, teria sido ofertado por Liliane Bettencourt, herdeira da produtora de comésticos L´Oreal de Paris e a terceira fortuna da Europa.



Em troca dessa ajuda ao caixa2 de Sarkozy, a milionária Liliane Bettencourt, hoje com 87 anos de idade, desejava a condecoração de Patrice de Maistre, gestora do seu império.



A intermediação, segunda a acusação, fora feita por Eric Woert, escolhido, posteriormente, para a pasta do trabalho, no ministério de Sarkozy.



A comenda de honra foi concedido por Sarkozy, quando presidente, a Maistre em julho de 2007 e coube ao ministro do trabalho Woert fazer a entrega.



--4. No mês de novembro de 2007, Florence Woerth, --esposa do ministro Woert--, assumiu, por indicação de Maistre, a administração da fortuna pessoal de Liliane Bettencourt, feliz proprietária da ilha de Arros. Uma compra por meio de evasão fiscal, abafada pelo governo Sarkozy.



--5. O referido juiz Courroye, na quinta feira passada, mandou oficiais à sede do partido de Sarkozy, à parisiense via Boétie. Eles tinham por tarefa a apreensão de uma carta, datada de 12 de março de 2007. A carta fora enviada a Sarkozy por Woert e nela estaria estampado o pedido de outorga da Legion d´Onore a Maistre.



Os oficiais de Justiça não encontraram a carta nos arquivos do partido de sigla Ump. No entanto, Woerth confirmou a sua expedição e o teor. Nega, no entanto, troca de favores.



--6. Hoje, o jornal francês Le Monde acusa Sarkozy de designar 007 do serviço francês de espionagem para descobrir qual era a identidade do informante do jornalista que levantou o caso do Caixa2 (dinheiro não contabilizado, no jargão dos mensaleiros brasileiros) da campanha presidencial e da evasão fiscal.



--7. O caso Bettencourt decorre de um atrito entre a mãe Liliane Bettencourt e filha herdeira. A filha, François Bettencourt, pretende reaver na Justiça 1,0 bilhão de euros.



O réu é o fotografo que convive com a mãe idosa. Para Françoise, ele, bem mais jovem, se aproveitou da idade e da fraqueza de Liliane Bettencourt.



--8. Amanhã, nas livrarias, chega o livro “Carla, une vie secrete”. A autora, Besma Lahouri, recolheu informações sobre a vida de Carla Bruni, com amigos e desafetos.



Por meio de relatos, a autora procurou mostrar uma Carla portadora de caráter irascível, que não gosta de ser contrariada e pronta a chiliques. Uma espécie de “enfant gate”, que esconde ter feito cirurgia estética, aplicado botox e encurtamento do nariz.



Para a “gauche caviar”, que bajula Carla Bruni, a primeira dama vive um inferno astral.



Não se trata de inferno astral, mas de silêncio canalha ao populista decreto do presidente Sarkozy, de expulsão de imigrantes ciganos, considerados indesejáveis.



--9. Uma resolução do Parlamento europeu pede a suspensão do decreto de Sarkozy e critica José Manuel Durão Barrosso, presidente da Comissão Européia, de não haver tomado medidas concretas para evitar a repatriação de ciganos para a Romênia e a Bulgária.



Como se percebe, caiu a máscara de Carla Bruni, que gosta de se apresentar como defensora de direitos humanos. Quanto ao seu marido, sempre foi um xenófobo e fascistóide. Basta, a propósito, recordar da sua atuação violenta na repressão às minorias e quando ministro do Interior.

-- Walter Fanganiello Maierovitch--


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