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Nobel da paz se solidariza com Carla Bruni e critica o regime iraniano.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 03 de setembro de 2010.


Primeira islâmica a ganhar um Nobel da Paz.


–1. A iraniana Shirin Ebani, –63 anos de idade e advogada de profissão–, foi a primeira mulher islâmica a ganhar um Nobel da paz. Isto em 2003.



Quando um jornalista pergunta onde mora, a resposta da iraniana é rápida: - “nos aeroportos e os amigos não me aconselham a voltar ao Irã, neste momento”.



Por se opor ao regime dos aiatolás e ao governo de Mahmoud Ahamadinejad, a vencedora do Nobel da paz, em solo iraniano, corre risco de ser encarcerada por crime de opinião.



Os jornais europeus de hoje publicam os desabafos de Shirin Ebani em face (1) da pena de morte confirmada contra Sahineh Ashtiani e do (2) editorial estampado há pouco pelo ultraconservador jornal iraniano Kayran, que atacou a primeira dama francesa, Carla Bruni, chamando-a de prostituta e de merecedora da pena de morte.



-“Não é o meu Irã e as ofensas contrariam a nossa cultura”, destacou Shirin Ebadi.



Perguntada sobre que conselho daria a Carla Bruni, a Nobel iraniana foi firme: - “ Peço desculpas, igual a todas as mulheres iranianas e pelas ofensas. A primeira dama francesa não deve dar importância aquelas palavras ofensivas. Deve ignorar a lama atirada contra ela e continuar na batalha que iniciou (referência à luta para evitar a execução da pena capital imposta a Sahineh Ashtiani, por adultério e suspeita de ter apoiado o assassinato de ex-esposo). Os iranianos continuam a precisar que o mundo esteja atento e acompanhe aquilo que acontece por lá. Não devemos deixar cair no esquecimento as prepotências e as ilegalidades. O Irã necessita da ajuda de todos”.



–2. PANO RÁPIDO. De se esperar que a primeira dama da França, Carla Bruni, não se intimide e prossiga na tentativa de salvar a vida de Sahineh Ashtiani. Quando ao processo de Sahineh Ashtiani, já houve definição e se manteve a pena de morte. O governo iraniano aguarda, apenas, que a pressão internacional abaixe, para executar a sentença de morte.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–


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