São Paulo,  
Busca:   

 

 

Agora

 

Drogas. Guerra perdida. Governos dos EUA-México admitem que só conseguem bloquear 1% da movimentação financeira dos cartéis mexicanos.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 29 de agosto de 2010.






Sem capital e fluxos, nenhum negócio próspera. Ou melhor, só os tocados por alguns políticos brasileiros. Aqueles que enriquecem no poder, apesar de terem chegado pobres: Orestes Quércia, Jader Barbalho, Renan Calheiros, etc, etc.



Conforme divulgou ontem o Washington Post, os governos dos EUA e do México acabam de chegar a uma triste conclusão. Ou seja, o tráfico de drogas proibidas que atravessa a fronteira entre os dois países, -- e é operado por ricos e equipados cartéis colombianos--, movimenta (movimento e não lucro) de 20 a 25 bilhões de dólares por ano e apenas 1% dessa pantagruélica dinheirama é apreendia. Aviso: outras fontes, já mencionadas neste blog em comentários, calculam o movimento do tráfico dos cartéis mexicanos em 13 bilhões de dólares por ano.



Pelos dados oficiais revelados, 90% da cocaína, maconha e anfetaminas, consumidas nos EUA ingressam pelo México. Por outro lado, mais de 90% das armas e munições na posse dos cartéis mexicanos foram adquiridas nos EUA. E os cartéis mexicanos têm representação em 200 cidades norte-americanas.



De se acrescentar um dado sobre o tráfico planetário: no mundo inteiro, as polícias só conseguem apreender de 8% a 10% das drogas ilícitas em circulação no mercado de oferta.





Como já alertado na Convenção das Nações Unidas realizada em Viena no ano de 1988 (Convenção contra o tráfico ilícito de drogas), as organizações criminosas dedicadas ao tráfico proibido de drogas lavam dinheiro no sistema bancário internacional.



De 1988 a 2010, pouco mudou. À época, lembro bem pois participei dessa summit de Viena, os banqueiros se movimentaram e, na Basiléia, firmaram um pacto de reação aos ousados narcos.



Do pacto da Basiléia saiu a determinação para todos os bancos e as agências: “conheça o seu cliente”. Isso queria dizer, conheça o correntista antes de celebrar contratos bancários com ele.



--2. PANO RÁPIDO. Como observou Lampedusa, na sua fabulosa obra O Gato Pardo e quase cem anos antes do pacto da Basiléia dos banqueiros, “tudo precisa mudar a fim de que tudo permaneça exatamente como está”. A regra de Tommasi di Lampedusa, pela boca de um dos personagens, é seguida à risca pelos bancos e instituições financeiras.

-- Walter Fanganiello Maierovitch--


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet