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Drogas. Hamas determina pena de morte para traficantes.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 12 de agosto de 2010.



Na Faixa de Gaza, governada pelo Hamas desde 2007, aquele que for encontrado com quantidade significativa de droga proibida será julgado. Caso seja considerado traficante, receberá condenação à pena capital, por enforcamento. Como no Irã, país aliado e financiador do Hamas.



Em Gaza, as bebidas alcoólicas são proibidas, como em todo o mundo islâmico.



Algumas teocracias admitem a comercialização de bebidas alcoólicas em hotéis e restaurantes, mas só para estrangeiros.



O aviso aos palestinos da Faixa de Gaza foi mandado expedir pelos líderes do Hamas. A causa são as frequentes apreensões de bebidas alcoólicas, maconha e ecstasy.



Com base no Corão, é proibida para uso lúdico-recreativo toda substância com efeito inebriante e capaz de provocar alteração de consciência.



Ontem, na sede da polícia da Faixa de Gaza, realizou-se uma concorrida cerimônia de incineração de grande quantidade de drogas. Segundo as autoridades, foram incineradas drogas apreendidas nos últimos meses.



Na ocasião, o chefe da procuradoria do enclave de Gaza alertou: “Estamos empenhados em enforcar os traficantes de drogas”.



PANO RÁPIDO. A notícia da introdução da pena capital na Faixa de Gaza engrossa o discurso dos bárbaros que a defendem pelo mundo, em especial para traficantes de drogas ilícitas.



Na verdade, a pena de morte é pura vingança. O mesmo sucede com a pena de prisão perpétua para imputáveis.



No Ocidente, o discurso favorável à pena capital é sustentato, muitas vezes, na doutrina de Tomás de Aquino. Para esse filósofo, doutor da Igreja, é lícito ao Estado extirpar um membro corrompido da sociedade, como é legítimo a amputação de uma perna gangrenada, para evitar a contaminação de todo um corpo humano.



Com a humanização do Direito Penal, a sanção, por influência da doutrina cristã da Metanóia, passou a ter a finalidade ética de emenda, de ressocialização.



No Brasil, pela Constituição e felizmente, a pena tem a finalidade ética de emenda, daí não se poder cogitar em prisão perpétua ou pena capital.



Nosso problema é que a União e os Estados não investem na ressocialização. Em muitos estabelecimentos prisionais prevalece a entropia e organizações criminosas, além do controle das prisões, usam presos como massa de manobra.

Wálter Fanganiello Maierovitch


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