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Pena de Morte. Relatório 2009. China, com mais de 5 mil execuções capitais e EUA com 52.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF,02 de agosto de 2010.






1. No planeta, 43 países adotam a pena de morte.



Dos Estados que consumam o denominado “homicídio legal”, 36 estão sob regime ditatorial.



2. O país que mais condena e executa sentenças de morte é a China. No ano de 2009 foram executados 5.619 chineses.



Por problemas de comunicação, em muitas circunscrições administrativas as execuções capitais não são comunicadas ao poder central. Com efeito, pode-se concluir que a China matou mais de 5.619 pessoas em 2009.



3. Em quatro países ocorreram condenações à pena capital, mas as execuções estão suspensas: Emirados Árabes Unidos, Birmânia, Nigéria e Sudão.



4. No Irã, que ocupa o segundo posto na tabela de Estados-assassinos, ocorreram 402 execuções em 2009.



Pelo que se sabe, o presidente Lula costura o recebimento de uma condenada à morte pelo teocrático Estado do Irã: ela está sujeita à pena de apedrejamento (lapidação) por adultério.



Nos Estados fundamentalistas islâmicos, quer xiita quer sunita, o Corão (Al Corão) vale como Carta Magna, código penal, código civil etc.



Tribunais islâmicos funcionam em regiões tribais e impõem penas corporais, inclusive a de morte. Nos confins entre Afeganistão e Paquistão, em zona tribal, não se tem acesso a informações precisas.



Em 2009, em dez Estados, foram impostas e executadas, por tribunais Islâmicos, 607 penas capitais.



5. O terceiro posto dos que mais executam condenados ficou com o Iraque: 77 mortes em 2009.



A Arábia Saudita, com 69 execuções capitais, está no quarto lugar.



Atrás, na quinta posição, ficaram os EUA.



A Justiça norte-americana, em 2009, cumpriu 52 sentenças à pena de morte, todas com injeção letal, vista, por incrível que possa parecer, como avanço humanitário pelos norte-americanos.



Por evidente, nos EUA ainda não se conseguiu enxergar que a pena de morte representa uma mera vingança por parte do Estado.



O sexto posto é do Iêmen, que matou 30 pessoas em 2009.



6. O presidente da União Africana (UA), Jean Ping, natural do Gabão, recebeu, pela luta em prol da abolição da pena de morte, o importante prêmio Abolicionista, conferido pela Liga Internacional Hands off Cain.



Por sua influência, a pena de morte foi abolida em Ruanda, Togo e Burundi.



7. Nem todos os Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) aceitaram a moção da Alemanha e da Itália sobre uma “moratoria” à pena de morte. Isso consistiu, para os países que concordaram com a ideia, no compromisso de suspender todas as condenações impositivas de pena capital até que a ONU, por Convenção, delibere sobre o tema.



PANO RÁPIDO. A Liga Internacional que apresenta os relatórios anuais tem uma mensagem aos fundamentalistas religiosos. Ela se baseia no Gênesis bíblico, em que está escrito que o Senhor colocou um sinal em Caim, para ninguém matá-lo quando o encontrasse.



Sobre o relatório, acesse

http://www.nessunotocchicaino.it/chisiamo/index.php?idtema=20029

Wálter Fanganiello Maierovitch


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