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Drogas.Traficante internacional eleito presidente do Suriname.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF,21 de julho de 2010.

Desi Bouterse, presidnte do Suriname, ex-ditador e traficante com trânsito em julgado.


1. Desi Bouterse é conhecidíssimo internacionalmente.



Por tráfico internacional de drogas foi condenado pela Justiça da Holanda, em processo que tramitou à revelia.



Bouterse, hoje com 64 anos, foi um dos líderes da luta pela independência do Suriname contra a Holanda, consumada em 1975.



Quando indagado sobre a condenação, Bouterse diz, com ironia, que foi “uma armação” holandesa, por ter liderado a luta de independência. Mais ainda, acusa a Holanda de fornecer insumos químicos usados, na América Latina, aos laboratórios de refino de cocaína.



Como ditador, Bouterse governou o Suriname, antiga Guiana Holandesa, em duas ocasiões: 1980 e 1990. Ele é acusado de ter assassinado 15 opositores em 1982, quando na Presidência do país.



Com a independência da Holanda, Bouterse, uma espécie de sargento, autopromoveu-se ao posto de coronel do exército do Suriname. E a patente de coronel é a mais alta. Bouterse, quando dos golpes, controlava o exército.



Bouterse acaba de ser eleito presidente pelo Parlamento. Votaram 51 parlamentares e ele conseguiu 36 votos.



Em 1999, quando o abaixo assinado era Secretário Nacional Antidrogas, o serviço secreto holandês descobriu que Bouterse, já fora do poder, viajava ao nosso país uma vez por mês para encontros amorosos com uma brasileira. A Holanda, na ocasião, aguardava o cumprimento de mandado internacional de prisão de Bouterse, que, quando soube, deixou de pisar no Brasil.



Bouterse, um dos homens mais ricos do paupérrimo Suriname, explorou, nos últimos dois anos, um discurso em favor dos pobres e atacava a política econômica do governo. Com isso, reconquistou popularidade. Passou, então, a se dizer admirador de Hugo Chávez.



PANO RÁPIDO. Como no planeta a geopolítica é interesseira, vamos aguardar as reações internacionais. Afinal, um traficante de drogas com trânsito em julgado virou presidente e o Suriname sempre serviu como corredor de passagem de cocaína.

Wálter Fanganiello Maierovitch


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