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Sarkozy perde popularidade. Críticas à parada militar de celebraçãodo 14 de julho..

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF,15 de julho de 2010.

Sarkozy.




As eleições presidenciais ocorrerão em 2012. Só que a corrida ao palácio do Eliseu já começou. A antecipação deveu-se ao escândalo Bettencourt e à inconvincente defesa feita por Sarkozy na televisão, há três dias atrás.



Quanto ao escândalo Bettencourt e depois da defesa televisiva de Sarkozy, 57% dos franceses não acreditam na sua inocência. E a França, pela Revolução de 14 de julho de 1789, é a terra da “presunção de inocência”.



Conforme destacado pelos jornais europeus de hoje, a popularidade de Sarkozy despencou. Está em 31%. O seu rival à sucessão presidencial, o socialista Domenique Strauss-Kahn, tem a preferência, Ele chega a 61%, contra 31% de Sarkozy. Isto, frise-se, em pesquisa realizada depois da defesa televisiva feita pelo presidente Sarkozy.



Só para recordar, Sarkozy está sob suspeita de ter feito “caixa2” na campanha eleitoral, que resultou na sua eleição. Fora isto, teria sido contemplado, quando prefeito e antes de assumir o ministério do Interior, com regulares recebimentos de envelopes com dinheiro.



–2. Ontem, na “parada militar”, desfilaram pela Champs-Elyséés soldados africanos. De países que sofreram o jugo colonizador da França.



Pior, Sarkozy convidou países africanos que protegem criminosos de guerra, torturadores e golpistas.



Ao invés de se celebrar a democracia e os valores herdados da Revolução Francesa de 14 de julho de 1789, o presidente Sarkozy optou por legitimar a impunidade criminal e prestigiar ditaduras violentas da África.



Para quem viu desfilar, apesar da chuvarada, o contingente do Congo deve ter recordado das recentes denúncias contra Noel Leonard Essongo, do alto comando do exército. Ele é acusado de ser o responsável pelo massacre de Brazzaville, com 353 civis assassinados.



Ontem, pela Champs-Elysées, estavam presentes 11 chefes de estados africanos. E desfilaram soldados de 13 estados africanos: Congo, Camarões, Mali, Madagascar, Senegal, Benin, Togo, Gabão, República Centroafricana, Chad, Burkina Faso, Mauritânia, Níger.



–3. A primeira-dama francesa, Carla Bruni, recepcionou as 11 esposas dos chefes dos estados africanos. Não faltou a tradicional fotografia com as hóspedes.



A fotografia das primeiras-damas da África, talvez pela influência de Bruni, mostram que estavam impecavelmente vestidas. A maioria preferiu costureiros franceses.



–4. PANO RÁPIDO. Sarkozy tentou aproveitar o fracasso da administração George W.Bush para se lançar líder mundial. Não conseguiu e teve de assistir a ascensão do presidente Lula. O pressidente Sarkozu, via Nelson Jobim, pretende, no campo bélico, efetuar vendas bilionários ao Brasil e os equipamentos já foram vetados por membros graduados da Aeronáutica.



No momento, Sarkozy não consegue liderar nem os franceses conservadores e os direitistas que o elegeram. Por outro lado, a chamada gauche-caviar (elite arrogante que se apresenta como de esquerda), que gosta de desfrutar do poder e se mantém próxima a Carla Bruni, já está a deixar o barco Sarkozy, pois percebe o crescimento do candidato socialista.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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