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Novas embarcações a caminho de Gaza.Israel e CIA em alerta. Peres quer Kadima no gabinete de governo.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 16 de junho de 2010.

Shimon Peres.


--1. O milionário libanês Yasser Kashlack anunciou ser o financiador da expedição humanitária que, --por meio da embarcação “Mariam” de bandeira libanesa--, pretende alcançar Gaza e romper o bloqueio imposto por Israel.



A embarcação “Mariam” já zarpou de porto libanês e a maioria da tripulação é de mulheres. Dentre elas, está a esposa do general libanês Ali Hajj, de perfil filo-sírio e preso sob suspeita de participação no assassinato, em fevereiro de 2005, do então premier Rafik Harri.



Kashlak declarou não ter qualquer vínculo com o Hamas e o Hezbollah e destacou que o seu objetivo é fornecer auxílio aos palestinos.



Segundo os serviços de inteligência de Israel, a embarcação se desloca lentamente, com a meta de criar mais expectativa e chamar a atenção da mídia internacional. Pela velocidade de momento da “Mariam”, o cálculo é que chegará na “linha de bloqueio” em uma semana.



--2. A agência de inteligência norte-americana CIA e os serviços secretos de Israel informaram ao presidente Shimon Peres e ao premier Benjamin Netanyahu que uma embarcação iraniana, sem acompanhamento de pasdaram, está rumando a Gaza.



Segundo a CIA, a embarcação, “Shatt Al Arab”, teria já atravessado o estreito de Ormuz. Essa embarcação, consoante os 007 da CIA, integra a “lista” do Departamento de Estado do governo dos EUA por atividade de espionagem.



--3. Em Israel, a comissão de investigação sobre a tragédia decorrente do ataque de Israel à embarcação humanitária turca, em 31 de maio passado, recebeu críticas da comunidade internacional. Isto porque os seus integrantes contam com cerca de 90 anos de idade e os dois observadores internacionais teriam perfil filo-israelense.



--4. O presidente israelense Shimon Peres revelou preocupação com o crescente isolamento de Israel. O exacerbado nacionalismo no gabinete do premier Netanyahu estaria, na visão de Peres, a gerar ações equivocadas, como no caso do ataque desproporcional à embarcação turca Mavi Marmara.



Segundo a imprensa de Israel, Peres pensa em declarar uma situação de emergência de modo de trazer o partido Kadima, de oposição e liderado pela derrotada Tzipi Livni (já agente do Mossad), para integrar o governo.



A ação de Peres encontra a resistência dos nacionalistas liderados pelo fascista chanceler Libmerman e dos fundamentalistas religiosos, que apóiam o partido direitista Likud, conduzido pelo premier Netanyahu.



-Wálter Fanganiello Maierovitch--


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