São Paulo,  
Busca:   

 

 

Agora

 

A líder iraniana da Revolução Verde diz estar pronta para a forca. Irã é islâmico só no nome, afirma.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 13 de junho de 2010.

Zahra Rahnavard



--1. Em todo o mundo ocidental, os jornais deste domingo lembram a repressão iraniana de 12 de junho de 2009: 8 mortos nas ruas, 100 condenações à pena de morte, 5 mil prisões por manifestações contra o governo, 800 vítimas de lesões corporais e 3 processos com farsas de espionagem montadas para dar um discurso ao governo e servir de moeda internacional de troca.



“Na República Islâmica do Irã, de islamismo restou apenas o nome. De fato, trata-se de uma ditadura”. Essa frase foi dita ontem pela mulher-símbolo da Revolução Verde iraniana, a escultora e professora Zahra Rahnavard, de 64 anos de idade. Ela foi a primeira mulher reitora de universidade no Irã dos aiatolás.



Zahra Rahnavard vive no Irã e o seu marido, Mir Hossein Mousavi, concorreu às eleições e considera que o processo eleitoral foi fraudado a fim de propiciar a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad. O 12 de junho de 2009 ficou conhecido para os iranianos como o dia da “Ashura”, ou seja, da repressão aos protestos que levou uma multidão para as ruas, a formar uma “onda de verde” de civis em protesto.



Em Paris,a iraniana Nobel da Paz, Shirin Ebadi, disse estar temerosa quanto “ à repetição da tragédia ocorrida em face da repressão no dia da Ashura”.



Para Ebadi, como num recado para o Brasil, “a comunidade internacional está concentrando sua atenção apenas na questão nuclear”, ou seja, esquece a ditadura iraniana e as violações a elementares da pessoa humana.



Diante do declarado por Ebai (está em Paris para receber um prêmio), o ministro das relações exteriores da França, Bernard Kouchner, lembrou a tragédia de 12 de junho de 2009 e recomendou: - “ Lanço ao povo iraniano um apelo à modernização, mas não à resignação”.



--2. A supramencionada líder e símbolo da Revolução Verde ( Foreign Policy), Zahra Rahnavar, conseguiu ter a sua voz ouvida, ontem, graças a uma rede de intermediários. Ela é nacionalista, islâmica e está sempre com a cabeça coberta por um véu, em sinal de respeito.



Ontem, a sua declaração foi dramática: - “Estou pronta para a forca. O povo resistirá. Numa praça em Teerã tem uma mia escultura sobre a maternidade. A polícia colocou nela uma corda no pescoço, a população se revoltou”.

-- Wálter Fanganiello Maierovitch--


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet