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Primeiro aniversário da reeleição de Ahmadinejad com prisão da ativista Narges Mahammadi, colaboradora de Shirin Ebadi, ganhadora do Nobel da Paz

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 12 de junho de 2010.

Presidente Ahmadinejad.


O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, --em 12 de junho de 2009--, foi confirmado no cargo. Isto depois de uma eleição marcada por suspeita de fraude e a gerador concorridas passeadas de protesto.



Nessas passeadas, chamaram a atenção os cartazes grafados com o “where is my voto ?”. Em outras palavras, os votos da oposição e a favor de Mir Hossein Mousavi desapareceram das urnas, segundo os manifestantes.



A brutal repressão às passeatas pelas milícias fiéis a Ahmadinejad, --e que contou com o apoio ostensivo dos pasdaran--, resultou, no ano passado, em 8 mortes de civis. Mais de 800 iranianos saíram feridos e cerca de 200 suspeitos de conspiração contra o estado teocrático iraniano foram presos. O procurador do ministério público ameaçou em pedir pena capital para os suspeitos de conspiração contra a chamada Revolução dos aiatolás.



Passado um ano da reeleição de Ahmadinejad, a repressão continua, pois ainda estão ativos os resistentes da Revolução Verde, de oposição a Ahmadinejad e de busca de democracia e de liberdades de expressão e de reunião. Na quinta feira passada, por exemplo, foi presa a jornalista Narges Mahammadi, a principal colaboradora de Shirin Ebadi, a iraniana ganhadora do Nobel da Paz.



Nargis Mahmmadi, de 37 anos e dois filhos menores, ganhou, no ano passado, o consagrado prêmio internacional Alessander Langer: o objetivo do prêmio Langer, grosso modo, é apresentar à comunidade internacional o trabalho de pessoas e de organizações que, apesar das pressões e riscos, estão empenhados na defesa dos direitos civis.



Hoje, o presidente Ahmadinejad recebeu, na China (está em visita à Exposição de Xangai), um presente inesperado.



O governo russo anunciou o rompimento do contrato celebrado com o Irã e relativo ao fornecimento de mísseis S300, de um sofisticado sistema defensivo: o sistema permite abater mísseis e aviões militares em aproximações e ainda que muito distantes.



A justificativa para a rescisão deveu-se ao cumprimento das novas sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU, com voto favorável da Rússia. O presente foi dado cerca de 48 horas do anúncio oficial da quarta rodada de sanções.



PANO RÁPIDO. O presidente Ahmadinejad, -- que sabe estar mandando mais do que os aiatolás e que os pode enfrentar e contestar – acusou o golpe. Primeiro, disse que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (EUA, China, Rússia, França e Grã Bretanha) “querem monopolizar a tecnologia nuclear”. Logo a seguir, afinou e destacou que o Irã tem ótimas relações com a Rússia e a China.



Só para recordar: a) a China compra todos os anos milhões de barris de petróleo do Irã e investe em projetos de infra estrutura no país. B) a Rússia está a construir para os iranianos o reator nuclear de Bushehr, para fins pacíficos. Será que Ahmadinejad vai dizer a eles o que diz dos EUA ?

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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