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Gaza. Controle naval internacional. Egito abertura definitiva de passagem em Rafah.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 09 de junho de 2010.


1. Depois da chacina de 31 de maio com a nave turca que transportava ajuda humanitária à Faixa de Gaza, a União Europeia, diante de iniciativa da França, vai propor à ONU uma força internacional para fiscalizar as embarcações que transportarão auxílio humanitário.



O ministro francês Bernard Kouchner aposta na aceitação, por Israel, dessa proposta, enquanto o premiê israelense Netanyahu, que afirma precisar de um tempo para esfriar a cabeça, já iniciou conversações com os membros do seu radical partido (Likud), com os fundamentalistas religiosos e o grupo nacionalista-fascista de Avigdor Lieberman, ministro de Relações Exteriores.



Para reforçar a iniciativa da União Europeia, o presidente do Egito pretende — para tentar reconquistar a confiança dos palestinos, que está a perder para o governo turco — deixar permanentemente aberta a passagem à Faixa de Gaza pelo vale egípcio de Rafah.



Segundo o presidente egípcio Hosni Mubarak, a barreira para evitar a escavação de túneis de passagem de armas, alimentos e remédios (13 km de placas de aço fincadas nas areias) está concluída. Dessa maneira, a passagem só poderá ser feita pela superfície, e sujeita a fiscalização.



PANO RÁPIDO. A situação em Israel, depois de mais um tiro no pé, continua tensa. Netanyahu ecoa as vozes da sua coligação e esta não quer nem ouvir falar de uma comissão internacional de investigação da tragédia de 31de maio passado. Não aceita nem uma comissão mista.



Por outro lado, no campo da guerra psicológica, do Irã vem a notícia da iminente saída de uma ou duas embarcações com ajuda humanitária. Certamente, com escolta dos pasdaran.



Israel, com exceção do Congresso norte-americano, continua sem apoio internacional. Na verdade, foi a segunda perpetração de crimes de guerra. Só para lembrar e consoante registrado neste blog Sem Fronteiras, entre 27 de dezembro de 2008 e 18 de janeiro de 2009, Israel, na operação Chumbo Quente em Gaza, atacou e matou cerca de 1.400 palestinos, a maioria civis inocentes. Mais ainda, saíram feridos 5 mil palestinos, 400 casas restaram destruídas e estima-se em 50 mil o número de refugiados. Israel perdeu 13 militares na operação.

Wálter Fanganiello Maierovitch


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