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Ataque a Gaza. Israel discute internamente de quem foi a culpa pelo massacre.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 05 de junho de 2010.

Para os 007 do Mossad, o serviço de inteligência de Israel, o Estado hebraico caiu numa armadilha. Mais do que isso, numa armadilha anunciada.



Há mais de duas semanas, toda a população de Israel sabia e discutia sobre a chegada, na Faixa de Gaza, de uma frota humanitária, composta por 6 embarcações, com 10 toneladas de ajuda humanitária e 700 pacifistas. O Mossad e a Marinha, por evidente, sabiam disso fazia muito mais tempo.



Segundo os 007 do Mossad, outras soluções existiam e estavam à disposição de Eliezer Marom, comandante da Marinha. Ou seja, soluções sem derramamento de sangue, diversas do ataque covarde que resultou em nove mortes, a caracterizar crime de guerra à luz do Direito Internacional e a colocar Israel, ao lado do Irã, como Estado paranóico, adepto do terrorismo de Estado.



Ontem, segundo lembrado pelo editorialista Nahum Barnea, o Estado de Israel, em 1988, optou pela sabotagem ao invés do enfrentamento direto. Isso ocorreu quando uma embarcação, lotada de expoentes da cúpula da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), deixou Chipre para chegar a Gaza. Quando ligados os motores da nave no cais do porto, por ocasião da partida, houve uma pequena explosão nos motores. Assim, não houve a partida dos líderes.



Além do comandante da Marinha estar sendo duramente questionado, a imprensa de Israel aponta para a responsabilidade de Ehud Barak, atual ministro da Defesa do governo Netanyahu.



Ehud Barak já foi premiê, chefe do serviço secreto e vice-ministro no governo anterior. Já passou por todos os postos de mando. Para se ter idéia, Ehud Barak, em 1976, integrou a Operação Entebe, que virou um filme campeão de bilheterias, e significou, na capital de Uganda (Entebe), o resgate de quase uma centena de hebreus sob mira de terroristas palestinos.



Na última eleição, o partido de Ehud tornou-se nanico e, de maneira oportunista, apoiou a agremiação de Netanyahu, vencedor, mas sem maioria. Com Ehud Barak e o ultranacionalista Lieberman (confira post abaixo sobre sua carreira política), Netanyahu, pelo partido Likud, reconquistou o poder de governar.



Não se sabe,até agora, nada a respeito da queda de Ehud Barak, mas dá-se como certa a colocação do comandante da Marinha, Eliezer Marom, na geladeira.



Wálter Fanganiello Maierovitch


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