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Drogas. Traficantes usam portadores de alzheimer.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 11 de maio de 2010.



Nos aeroportos, está cada vez mais difícil a vida das “mulas” transportadoras de drogas proibidas, pela vigilância policial implacável.



O conceito de “mula” ficou, em termos de vigilância em aeroportos, mais amplo. Engloba, também, terroristas “kamikases”. Não se restringe mais ao transportador de drogas, mas engloba os fanáticos dispostos a explodir aviões, de preferência em vôos com destino aos EUA.



Como as polícias nos aeroportos estão atentíssimas e prontas a identificar e reprimir as “mulas”, uma nova estratégia está sendo empregada por narcotraficantes internacionais e virou objeto de preocupação na Europa.



Com efeito, portadores idosos de alzheimer estão recebendo, pelo correio, pacotes individualizados nas suas casas. Na etiqueta, o nome é grafado corretamente e o destinatário chamado a assinar a guia comprobatória do recebimento. Esses pacotes logo desaparecem, sem lembrança por parte do portador de alzheimer. Dentro do pacote que chega em nome do paciente de Alzheimer são encontradas porções de cocaína pura, isto debaixo de chinelos ou echarpes.



O último pacote descoberto e apreendido era proveniente da Venezuela. O destinatário era um aposentado de 80 anos, residente em Milão e portador de alzheimer. Com o pacote na mão, o aposentado foi detido e conduzido, pelo policial disfarçado de carteiro, ao departamento de investigação. E ficou comprovada a sua absoluta incapacidade até para perceber o que estava sucedendo.



Com base na cooperação internacional entre países membros da União Européia, o alarme de atenção já foi disparado e campanhas de esclarecimento estão sendo preparadas.



Para policiais com experiência na repressão, tudo é preparado para o recebimento do pacote, com alguém pronto a recolher a droga. A ordem para os policiais da linha de frente e para não esquecerem de verificar os pacotes provenientes da Venezuela, pois os descobertos com cocaína e destinados a vítimas de alzheimer foram expedidos por lá.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–


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