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Tráfico de Drogas. Condenado Cameron, filho de Michael Douglas. Justiça foi condescendente com os poderosos

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 22 de abril de 2010.

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–1. A Justiça é igual para todos ?



Deveria ser, mas não é.



A propósito, nem falarei sobre os dois habeas corpus concedidos ao banqueiro Daniel Dantas, precedidos de liminares destacadas pelo empenho incomum do ministro Gilmar Mendes, ou seja, tudo a conferir tratamento bem diverso ao dispensado a um comum mortal.



Ontem, o juiz federal Richard Berman, da Corte de Nova York, fixou em 5 anos a pena de Cameron Douglas, réu confesso e filho de Michael Douglas e da atriz Diana Luker.



Cameron foi preso em flagrante quando intermediava a compra de partidas de heroína e de metanfetaminas para, posteriormente, traficar, com vendas no varejo. Um negócio ilícito estimado, pela polícia e pela acusação, em US$18.000,00.



Além dos 5 anos em regime inicialmente fechado, Cameron terá, enquanto na cadeia, de trabalhar em serviços comunitários. Não será fácil para ele, pois nunca trabalhou nos seus 31 anos de vida.



Cameron dedicava-se ao traficava drogas ilícitas, apesar de ter um patrimônio-limpo estimado em US$ 500 mil.



–2. O juiz federal Berman recebeu mais de 37 cartas de celebridades e voltadas a pedir indulgência na aplicação da pena a Cameron.



Uma das cartas era assinada por Catherine Zeta-Jones e falava ser Cameron um ser humano generoso e “respeitoso”. Talvez, Zeta-Jones não tenha se dado conta de ser Cameron um traficante confesso de drogas pesadas, como heroína (causadora da pior das dependências) e metanfetamina.



O pai, Michael Douglas, também entregou a sua carta ao juiz Berman. Como sempre ocorre, fez o mea-culpa. Aliás, uma tática muito usada pelos advogados norte-americanos quando o filho de uma celebridade é acusado de envolvimento com drogas proibidas. Essa tática é voltada a reduzir a responsabilidade do acusado, pela omissão paterna.



A tática deu certo no processo Cameron. Como bem destacou a jornalista Andrea Peyser, do New York Post, tivesse Cameron outro nome de família, como Rodriguez ou Silva, pegaria, no mínimo, 10 anos de cadeia. Essa era a pena dosada, fora dos autos, por operadores do Direito, contatados pela mídia.



Uma sentença branda para esse tipo de crime, frisou Dan Abrams, que é comentarista de assuntos judiciários da rede televisiva Nbc.



–3. PANO RÁPIDO. A Justiça peruana, sem nenhuma pressa, analisa o pedido formulado por Abismael Guzman, ex-líder da organização maoísta Sendero Luminoso. Ele pediu autorização para casar no cárcere e receber visitas da futura esposa.



Para a Justiça, Abismael é casado e deve se divorciar antes. Acontece que a sua esposa era, também, guerrilheira do grupo Sendero Luminoso e morreu em combate na selva.



O corpo da esposa de Abismael foi enterrado na selva.



Agora, Abismael terá de demonstrar à Justiça a morte da esposa. E uma sua declaração, sem exumação do corpo e exame de DNA, não tem valor de prova.



Abismael, ainda não recebeu nenhuma carta de apoio. Só contou com a fala inócua do presidente direitista Allan Garcia que afirmou que os terroristas do Sendero Luminoso têm direito de casar.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–


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