São Paulo,  
Busca:   

 

 

Agora

 

Drogas. Cantor Sting legalizar maconha e usar verbas da repressão nos combates à pobreza e ao aquecimento global.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 06 de abril de 2010.

Sting.




Os gastos efetuados com a repressão ao tráfico de drogas leves, como a maconha, deveriam ser redirecionados para aplicações nas lutas contra a pobreza e o aquecimento legal, sustenta, com pleno acerto, o cantor e ator britânico Sting, de 58 anos de idade e registrado com o nome de Gordon Matthew Thomas Sumner.



Para Sting, “a guerra contra as drogas faliu e as pessoas que precisam verdadeiramente de ajuda (tratamento) não conseguem nada. Muitos que carecem da maconha para uso medicinal, a fim de curar as suas doenças, também não a obtém. Estamos a gastar milhões, a lotar os presídios com infratores não violentos e a sacrificar a nossa liberdade”.



Essa manifestação de Sting foi difundida pelo jornal espanhol El Mundo.



O cantor Sting, há pouco e consoante noticiado no cotidiano britânico The Daily Telegraph, pediu aos norte-americanos apoio ao grupo de ativistas “Drug Policy Alliance”.



Esse grupo propõe mudanças na política criminal dos EUA, com a imediata saída, --do regime carcerário fechado--, de presos não violentos e condenados por delitos correlacionados com o uso de drogas.



Na opinião de Sting, e isso vale para o Brasil, as pessoas que precisam de ajuda por dependência às drogas são tratadas como delinqüentes. Enquanto isso, ressalta, diminuíram os recursos para se combater a criminalidade violenta.



PANO RÁPIDO. A proposta de Sting é séria. Também é menos abrangente do que a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.



O ex-presidente FHC quer a liberação de todas as drogas ilícitas, leves ou pesadas.



Como FHC não sabe como fazer, reúne grupos formou para elaboração de propostas legislativas, enquanto ele aproveita espaços para aparecer na mídia.



Talvez, FHC proponha uma “Drogabras”. Talvez para, depois, privatizar e ouvidos, como já ocorreu no passado com as “privatarias”, o banqueiro Daniel Dantas.



Na empreitada pela legalização, ampla, geral e irrestrita, FHC, --que não quis a descriminalização das drogas nos seus dois mandatos e, no particular, cedeu às pressões do presidente Bill Clynton--, associou-se aos ex-presidentes Césa Gaviria (Colômbia) e Ernesto Zedillho (México).



Gaviria e Zedilho foram os responsáveis pelo grande sucesso financeiro e “status” de transnacionalidade obtidos pelos cartéis colombianos e mexicanos de oferta de drogas ilícitas.



Zedilho quebrou o México e, com isso, abalou a economia mundial. Apenas o mercado das drogas “bombou” e alimentou o PIB mexicano.



Gaviria, entre tantas, permitiu que o megatraficante internacional Pablo Escobar construísse um presídio exclusivo, de 5 estrelas. Isto para passar uns tempos e evitar as pressões voltadas à sua de extradição aos EUA.



Ao tempo de Gaviria, além dele permitir a construção de um presídio por Escobar, houve a criação do sofisticado complexo de refino de cocaína que ficou conhecido por Tranquilândia, ou seja, um lugar onde a polícia não entrava. O helicóptero do pai do de Alvaro Uribe pousava na Tranquilândia, mas, à época, ele não era presidente da Colômbia.



FHC, Gaviria e Zedilho, ainda não foram brindados por canção de Sting, mas podem ser enxergados numa clássica obra de pintura, exposta no Museu Nacional de Nápoles. O quadro mostra cegos a dirigir outros cegos e todos na direção de um abismo.



Em síntese, a busca de um palanque levou FHC a levantar, sem dizer como a bandeira da liberação das drogas proibidas. Isto tudo num Brasil atrasado que ainda criminaliza o porte de drogas, para uso próprio.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet