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Preservativos vendidos em escola e pela metade do preço

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 23 de março de 2010.

ROMA




Acabo de chegar à Cidade Eterna e tomo conhecimento de uma iniciativa que deveria ser adotada no Brasil.



O conselho de pais e professores do Liceu Científico Keplero, de Roma, para preservar a saúde dos alunos em tempo de Aids-Sida, gravidez precoce etc, autorizou a instalação de máquinas de venda de preservativos nos banheiros masculinos e femininos que servem aos estudantes dessa respeitável instituição de ensino.



As camisinhas, profiláticas, serão vendidas a preço de fábrica. Ou melhor, pela metade do valor encontrado nas farmácias e supermercados. Cada caixinha com três sai por 2 euros nas máquinas dos banheiros do Liceu Científico Keplero.



O Vaticano saiu a campo para reprovar a iniciativa do Liceu, que é laico. O cardeal Agostino Vallini, vigário do papa Bento XVI para a diocese de Roma, declarou “não à banalização da sexualidade”.



Com os casos de pedofilia a pipocar diariamente na Alemanha e a carta pastoral de Ratzinger aos irlandeses, considerada insuficiente, a Igreja não deve pressionar abertamente e fazer campanha contra a venda de preservativos nas escolas.



Na véspera de eleições para a presidência das províncias do unitário Estado italiano (numa federação, eleições para o governo dos estados), a esquerda apoiou a iniciativa do Instituto Científico Keplero. Por seu turno, o centro-direita, liderado pelo polêmico Silvio Berlusconi mantém sepulcral silêncio.



Vale lembrar que o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, se gabou por se relacionar sexualmente com garotas de programa sem usar preservativo.



Muitas instituições laicas de ensino na Europa aguardavam o “pontapé inicial", ou seja, a iniciativa de vender camisinhas nas escolas. Coube ao Keplero a atitude, a revelar responsabilidade e coragem.



A associação de estudantes conhecida por “ScuolaZoo.com” apoiou o Keplero e os alunos saíram em festiva manifestação pelas ruas, com cartazes e envelopes de “condom” (camisinha) nas mãos erguidas.

Wálter Fanganiello Maierovitch .


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