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Pena de Morte. Mais de uma execução por dia, no Irã e em 2009.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 23 de fevereiro de 2010.

Delara Darabi, 23 anos, enforcada em 2009. Ela foi condenada à morte por homicídio consumado quando tinha 17 anos de idade. Assumiu a autoria para proteger o namorado, então de maior idade.


A nova estação começa na Europa com o já tradicional encontro chamado “Primavera dos Direitos das Pessoas”.



O encontro dura 10 dias. Começou ontem, 22 de fevereiro, na cidade de Bari, sul da Itália.



A “Iran Human Rights” apresentou um relatório impressionante sobre as execuções capitais no Irã.



Essa organização de direitos humanos opera uma “networh” com ativistas que residem no Irã e no exterior: o governo do presidente Ahmadinejad contratou a finlandesa Nokia, a peso de ouro, para elaborar um sistema de bloqueio de mensagens eletrônicas. O sistema já está em operação.



No ano de 2009, foram enforcados 402 iranianos. Um aumento de cerca de 20% em face do ano de 2008: consumaram-se 336 execuções, em 2008.



Dentre os enforcados em 2009 estão 13 mulheres e quatro menores de 18 anos.



Em duas matérias exclusivas, o IBGF e o blog Sem Fronteiras de Terra magazine noticiaram o desespero e o enforcamento de Delara Darabi, de 23 anos.



http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/04/19/vespera-do-enforcamento-carta-aberta-do-desesperado-pai-de-delara/



http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/05/01/delara-darabi-23-anos-foi-enforcada-pela-republica-islamica-do-ira/



No anode 2009, o regime iraniano enforcou mais de uma pessoa por dia.



As execuções são públicas com o objetivo, segundo o sistema do estado teocrático iraniano, de servir de exemplo e inibir os maus.



Para o porta-voz da “Iran Human Rights”, Amiry-Moghaddam, o regime iraniano emprega a pena de morte para mostrar a sua força e difundir o medo.



Os ativistas iranianos chamam a atenção para um grande número de executados por oposição política ao regime. Eles teriam participado dos protestos de junho contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Para exemplificar, os ativistas de direitos humanos citam o aumento de enforcamentos ocorridos em julho: 94 execuções.



Em 22 dezembro de 2009, segundo os ativistas, mais de 1.500 moradores da cidade de Sirjan rebelaram-se contra os enforcamentos, em processos sumários, sem direito de defesa. Os moradores impediram os enforcamentos de dois iranianos e o “carrasco” sofreu agressões físicas.



PANO RÁPIDO. O Irã e a China são os que mais impõem e executam penas capitais. Esses dois países não assinaram a moratória das Nações Unidas referente à suspensão de todas as sentenças impositivas de pena de morte até a elaboração, pelos estados-membros, de uma convenção.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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