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Maconha. Cadeia e multa milionária para o dono do maior coffeshop holandês de venda canábica.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 10 de fevereiro de 2010.



Na Holanda, desde 1968, admite-se a venda de maconha em coffee-shop autorizado pelo governo.



O consumo só pode ser feito no próprio local e por pessoas maiores de idade.



O primeiro coffee-shop a vender maconha a clientes foi aberto na cidade universitária e industrial de Utrecht, em 1968.



A meta era implantar, na Holanda, uma política adequada a afastar o usuário de consumo lúdico, recreativo, do traficante sempre disposto a ofertar drogas pesadas.



Com o tempo, os “cafés-canábicos" viraram atração turística. A Holanda passou, inclusive com as feiras da maconha, a engordar o seu “PIB” e uma fatia da sua economia a depender da maconha (marijuana).



Para os vizinhos belgas e alemães, virou “programa” atravessar a fronteira para, como dizem os jovens, “dar um tapa”.



Em 2003, ocorreu o “pico” de aberturas de estabelecimentos para venda de cigarros de maconha: 800 cafés.



Segundo as regras legais, cada estabelecimento só pode ter à venda, por dia e em estoque, 500 gramas de maconha. E cada cigarro vendido conter até 5 gramas de erva canábica.



A mídia europeia destaca, nas edições de ontem e hoje, a imposição ao dono do coffee-shop Checkpoint da multa de 28 milhões de euros e mais 18 meses de cadeia.



O dono do café, que fica na cidade de Terneuzen (fronteira com a Bélgica) foi autuado e preso por manter no estabelecimento 200 quilos de maconha. Frise-se, a legislação holandesa apenas permite 500 gramas por dia, no estoque.



PANO RÁPIDO. Para se ter ideia, o Checkpoint recebe, diariamente, cerca de 3 mil fregueses. Daí, o valor alto da multa.

Wálter Fanganiello Maierovitch


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