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Berlusconi agredido e ferido. Falhas na segurança.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 14 de dezembro de 2009.

Berlusconi, ´logo depois da agressão.



--1. De início, uma informação ao prezado leitor.


O bufão Silvio Berlusconi não foi agredido pelo fanfarrão Luiz Gonzaga Belluzzo. Nem acima, nem abaixo da medalhinha, como costuma afirmar Belluzzo quando, em arroubo em mesa de jantar no restaurante Massimo da alameda Santos, na capital de São Paulo, fala do que merece um desafeto seu. A propósito, até hoje, nenhuma medalhinha foi incomodada por Belluzzo. Inúmeros pescoços permanecem íntegros dos golpes virtuais do “garganta” e irresponsável Belluzzo.



Registro este alerta porque Berlusconi é o dono do Milan, visto, pela rival esquadra da Internazionale, como o time dos “bambi” da Lombardia.



Quem arremessou um pesado suvenir do Duomo di Milano (catedral gótica de Milão) no rosto de Berlusconi foi uma pessoa de 42anos, Massimo Tartaglia, portador de problemas mentais há mais de dez anos.



O referido Tartaglia, conforme indagou a polícia, não tem qualquer ligação nem frequenta o antidemocrático sítio “Uccidiamo Berlusconi” (Matemos Berlusconi), nascido no Facebook.



Segundo boletim médico, Berlusconi teve fratura no nariz, levou 20 pontos no lábio inferior e quebrou dois dentes. Sua recuperação está estimada em 20 dias.



A bola fora, por parte de políticos, foi de Antonio Di Pietro, do partido Itália dos Valores e o iniciador da famosa Operação Mãos Limpas: ele pertencia ao pool de magistrados e depois deixou a magistratura do Ministério Público para se dedicar à política partidária.



Di Pietro, num momento de Belluzzo, disse, como a justificar um ato de violência contra o primeiro-ministro, que Berlusconi instiga à violência com os seus comportamentos: “Berlusconi con i suoi comportamenti e menefreghismo istiga alla violenza”.



2. Falhas preocupantes na segurança.


O premier Berlusconi é sempre acompanhado por um corpo de segurança composto por 20 agentes. Outros 100 ficam na retaguarda, a passar orientação a cada guarda-costa e às centrais de polícia.



Muitos dos agentes de segurança foram indicados pelo próprio Berlusconi e o seguem desde o tempo que presidia a sua Fininvest ( notabilizada por falsos balanços, corrupção de dois juízes em Roma, etc, etc).



O comício de Berlusconi ocorreu sem incidentes. Depois, por volta das 18h30 e atrás da praça do Duomo, Berlusconi, entusiasmado, resolveu cumprimentar e trocar apertos de mão com seus eleitores e admiradores.



Então, os agentes realizaram a formação determinada, ou seja, dois círculos de proteção com 10 agentes cada. Um com a “ malha da rede” mais aberta e o outro mais fechado, a não permitir mais de 20 pessoas no seu interior.



O agressor Massimo arremessou a pesada miniatura do Duomo de dentro do primeiro e fora do segundo círculo de proteção. Em outras palavras, o suvenir da catedral passou pela malha fina da rede.



A segunda falha grave consistiu no fato de Berlusconi, ferido e já dentro do veículo oficial, não ter sido retirado do local. O premier acabou colocado no carro e os vidros blindados foram abertos para que entrasse ar. Como se percebe, aumentou-se a vulnerabilidade.



Não bastasse, Berlusconi, refeito do susto, saiu do carro para se deixar fotografar e dizer: “Sto bene, non mi fermeranno” (estou bem, não irão me paralisar ). Ressaltou, também: “Eu sabia, eles têm muito ódio de mim”. Fosse um caso de atentado, com mais de um participante, estava aberta uma segunda chance para a sua eliminação.



Os veículos oficiais ficaram ‘blindados’ por uma multidão.



--3. PANO RÁPIDO. O corpo de segurança do premier mostrou-se um incrível exército de Brancaleone.



Tratou-se de um ato violento perpetrado por pessoa com problemas mentais, ou seja, não foi ódio político de um intolerante e antidemocrático.



Enquanto 20 mil internautas aplaudiam a selvageria pelo sítio do Facebook, o presidente Giorgio Napolitano, estadista de peso e comunista histórico, solidarizava-se com Berlusconi.



Com palavras duras, Napolitano revelou a sua indignação e colocou as coisas no lugar: “Todo ato de oposição político-institucional deve ser realizado dentro de limites marcados pela responsabilidade e pela civilidade, reprovando-se todo impulso violento”.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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