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Terror na Rússia. Ultranacionalistas e Chechenos no atentado do expresso Moscou São Petersburgo.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 29 de novembro de 2009.

Shamil Baayev (foto).

O fantasma do defunto guerrilheiro separatista checheno Shamil Basayev voltou a rondar a Rússia.


Basayev foi o responsável pelo covarde massacre de 330 pessoas na escola de Beslan, na Ossétia do Norte, em setembro de 2004.


Na última sexta-feira, quando ocorreu a explosão que atingiu os últimos três vagões do ‘Nievski Express’, --com 26 russos mortos e mais de 100 passageiros feridos--, a primeira suspeita recaiu sobre separatistas chechenos, financiados pelo extremismo islâmico.


O trem mencionado fazia o percurso Moscou-São Petersburgo. Transportava, consoante revelado pelas autoridades, 682 passageiros. Dentre eles, muitos funcionários públicos que trabalham em Moscou e, habitualmente, voltam para passar o final de semana na cidade natal.


Na explosão foram utilizados, segundo os peritos russos, 7 kg de dinamite.


Ontem, na linha férrea de sentido inverso (São Petersburgo-Moscou), uma potente bomba foi encontrada, tendo falhado o mecanismo de detonação programado para sábado, 28 de novembro.


Depois de levantamentos nos dois locais, análises comparativas e leitura atenta dos comunicados reivindicando o atentado da última sexta-feira passada, a assessoria do presidente russo Dmitry Medvedev acredita tratar-se de ação do grupo terrorista chamado ‘Combat 18’


Esse grupo é muito ativo na Rússia.


O número 18 corresponde à primeira (‘a) e à oitava (‘h) letra do alfabeto. Segundo já informou o próprio grupo, o 18 é uma referência às iniciais de Adolf Hitler.


PANO RÁPIDO. A mesma linha ferroviária já foi objeto de explosão em 2007 e, felizmente, apenas três passageiros saíram feridos.


As autoridades, na ocasião, seguiram a pista nacionalista chechena e prenderam Pavel Kosolapov, já condenado. Pavel pertenceu ao grupo checheno liderado Shamil Basayev. Com a sua morte, o líder do grupo separatista, que usa métodos terrorista, passou a ser Doku Umarov.


O ex-presidente Vladimir Putin aproveitou o mesmo e abominável método utilizado por George W.Bush para reprimir a eversão promovida por grupos separatistas chechenos.


À frente das denúncias sobre violações a direitos humanos na Chechênia esteve a jornalista Anna Politkovskaya.


Por causa das suas incômodas matérias sobre o conflito e a repressão na Chechênia, Politkovskaya acabou assassinada em Moscou, em 7 de outubro de 2006.


O processo criminal referente ao assassinato de Politkovskaya não aponta os verdadeiros mandantes, ou seja, é uma farsa, conforme já publicado em post deste blog Sem Fronteiras, de Terra Magazine.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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