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Barraco de trans-brasieiros na televisão italiana. Escândalo com governador, drogas e mortes suspeitas.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF,25 de novembro de 2009. De ROMA.


China, travesti brasileiro, no programa Porta a Porta.

Ontem, a RAI-televisão italiana (TG3) conseguiu bater recorde de audiência com o programa Porta a Porta, conduzido pelo polêmico jornalista Bruno Vespa.


Para discutir o escândalo decorrente do trans-affair do então governador Piero Marrazzo e de duas mortes misteriosas, a produção do programa Porta a Porta convidou a travesti brasileira apelidada de China.


Essa travesti, China, era amiga íntima de Brenda, a paraense que morreu asfixiada na semana passada: confira neste blog Sem Fronteiras de Terra Magazine os posts abaixo.


China, que não tem permissão para residir na Itália e se prostitui nas vias Due Ponti e Acqua Certosa, — como fazia Brenda–, “detonou” a travesti carioca Natalie e o governador Marrazzo, confesso frequentador de travestis e usuário de cocaína durante os encontros sexuais.


Segundo China, Marrazzo, certa vez, deu um presentão para Brenda, ou seja, 30 mil euros em papel moeda.
Marrazzo, –que tem por evidente liberdade de escolha–, não nega tenha feito “programas sexuais” com a falecida Brenda.


Os advogados de Marazzo contestam valores. E frisam que ele só pagava mil euros (R$3.000,00) por encontro.


Marrazzo, que teria emitido cheques altos aos policiais chantageadores, está tendo de comprovar a procedência do dinheiro gasto: a travesti Natalie, para a polícia e o Ministério Público, contou que Marrazzo pagava de 3 a 5 mil euros por serviço sexual contratado. Pelo divulgado, Marrazzo, jornalista de profissão, ganhava 10 mil euros mensais, como governador.


Tal afirmação dos advogados de Marrazzo contrariam o afirmado por todos os travestis da zona Due Ponti-Acqua Certosa ouvidos pela polícia. Ele pagava muito bem, testemunharam: “quando passava, todos tentavam conquistá-lo e para isso mostravam-lhe os seios, as pernas, etc”.


No momento, a polícia tenta recuperar um segundo vídeo. Vídeo a mostrar, numa banheira, Marrazzo com as travestis Brenda e Michelle, uma dupla verde-ouro. Antes de falecer, Brenda relatou à polícia ter Marrazzo anuído com a filmagem, feita na banheira.


Não faltou no programa televivo Porta a Porta, apresentado ontem, um bate-boca entre as nossas conacionais China e Natalie. Esta última não estava no estúdio, mas participava por meio de um link.


China, no ar (in diretta), acusou Natalie de ter preparado a armadilha da filmagem, para Marrazzo cair e ser extorquido.


No particular, a polícia suspeita de Brenda e do cafetão de travestis Rino (Guarino) Cafasso, ambos mortos e misteriosamente. Ontem, determinou-se a exumação do corpo de Rino, pois há suspeita de terem-lhe oferecido cocaína pura. Para matá-lo, evidentemente. Ele teria aspirado a dose que estava acostumado e, dada a pureza da droga, faleceu de overdose: era diabético e cardíaco.
Natalie reagiu às acusações de China, em bom italiano e não em português. Natalie posicionou-se como vítima de uma armação feita no seu apartamento, sem que soubesse. Ou seja, sustentou não saber que estava sendo filmada enquanto se relacionava sexualmente com Marrazzo.


PANO RÁPIDO. Os jornais italianos de hoje destacam o episódio, com um novo personagem em destaque, ou seja, a brasileira China.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–


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