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Giorgio Armani pode virar senador vitalício. Fernando Henrique Cardoso ficou no quase.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 17 de outubro de 2009.

Giorgio Armani.

Na mesa de Giorgio Napolitano, presidente da república italiana, encontra-se, desde ontem, uma carta de Santo Versace. O seu conteúdo conta com o aval dos estilistas Valentino e Cavalli.


Versace, irmão do falecido e famoso Gianni (antagonista de Armani), propõe, em face de vaga aberta e na condição de deputado pelo partido de Sílvio Berlusconi, a nomeação de Giorgio Armani, 75 anos de idade, para o cargo de senador vitalício.


Vale lembrar que na Itália, além dos 315 senadores eleitos por sufrágio universal, existem 5 senadores vitalícios, da livre escolha do chefe de Estado (presidente da República).


Também, e automaticamente, tornam-se senadores os ex-presidentes da república. Como é automático, aquele que não desejar o encargo precisa renunciar.


Para ser um dos 5 senadores vitalícios, segundo a constituição italiana, que é de 1948, há necessidade de “ter ilustrado a Pátria por altíssimos méritos nos campos social, científico, artístico e literário”.


A propósito, ninguém duvida que Armani é expoente e dos maiores intérpretes do chamado “Made in Italy”. Conhecido no mundo todo, dita a moda e traz divisas para o seu país.


Certa vez, no final de 2002, quando abriu uma vaga de senador vitalício, cogitou-se no nome do extraordinário Alberto Sordi.


Os admiradores de Sordi, como o abaixo assinado, torceram. Mas não houve tempo. Sordi faleceu em fevereiro de 2003. Com justiça, virou nome da mais bela galeria de Roma, defronte à piazza Colonna: na livraria Feltrinelli, --na loja da galeria Alberto Sordi ou por internet--, pode ser adquirida toda a coleção dos seus filmes, por ótimo preço.


FHC.

No Brasil e caso existisse, não sei como seria a escolha de um senador vitalício. Afinal, temos tantos brasileiros que ilustram a Pátria e portam elevados méritos por atuações nos campos social, artístico, científico e literário.


PANO RÁPIDO. No final do segundo mandato, o então presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) estava esperançoso quanto a aprovação de projeto de lei que, automaticamente, transformaria um ex-presidente em senador vitalício.


Forte pressão da mídia impediu a aprovação do projeto. Os opositores lembravam que o ex-presidente Collor de Mello, caso convertido em lei o referido projeto, viraria senador vitalício.


Como a vida nos prega peças constantemente, Collor de Mello virou senador, pelo voto dos cidadãos do seu estado.


Quanto a FHC, poderá ter dificuldade para se eleger síndico do prédio onde mora.

--Wálter Fanganiello Maierovitch


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