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Caso Battisti. Últimas novidades. Embaixador conversa com Lula e chega jurista italiano para acompanhar o julgamento a pedido do Estado italaiano.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 09 de setembro de 2009.

Cesare Battisti, tem um comitê de apoio, com assessoria de imprensa.

Desembarcou no Brasil, para acompanhar discretamente o julgamento do pedido de extradição de Cesare Battisti, o jurista Ítalo Ormanni.
Ítalo Ormanni foi um destacado membro da magistratura italiana.


Ele atuou na procuradoria de Roma e no famoso caso de corrupção do juiz Renato Squillante. O corruptor foi Cesare Previti, ex-parlamentar, advogado do premier Silvio Berlusconi e com ele fundador do partido político Forza Italia.


No aeroporto, Ítalo Ormani foi recebido pelo novo embaixador italiano no Brasil, Gherardo La Francesca.


La Francesca, no final do mês passado, esteve com o presidente Lula para a cerimônia de apresentação de credenciais.


Na ocasião, o novo embaixador transmitiu ao presidente Lula a preocupação de Giorgio Napolitano, presidente da República e chefe de estado italiano.


Napolitano foi um dos expoentes do Partido Comunista Italiano (PCI) e subscritor do célebre “Compromisso Histórico”: resistência democrática em face do golpe no Chile em 1973 que contou com a coordenação da CIA. Napolitano era da direção do PCI (segundo maior partido) ao tempo que atentados por terroristas neri (fascistas) e rossi (esquerda radical) objetivavam destruir o estado democrático de Direito.


La Francesca disse a Lula que o êxito de Battisti preocupa pessoalmente o presidente Napolitano, que recebe em palácio, todos os anos e no Dia de Memória às Vítimas do Terrorismo, os familiares dos mortos pelos atos eversivos. Ele recebe, também, os que ficaram inválidos por ferimentos.


Ao advogado Nabor Bulhões, contratado pelo governo da Itália e que fará sustentação oral na sessão de julgamento no Supremo Tribunal Federal, o jurista Ítalo sugeriu, caso entenda válido, relembrar aos ministros da mais alta Corte brasileira que para os juízes franceses do Tribunal de recursos, da Suprema Corte da França e os magistrados da Corte Européia de Direitos Humanos, não houve crime que pudesse ser considerado político.


Pano Rápido. Battisti foi condenado por homicídios que, no Brasil, são considerados crimes hediondos. À época, a Itália, não tipificava terrorismo como crime.


Pela nossa lei federal 9474/1997, citada pelo ministro Tarso Genro para conceder o refúgio político a Battisti, não se concede extradição em casos de crimes hediondos. Tarso Genro não leu a lei federal por inteiro. Para Battisti, condenado por quatro crimes hediondos, Genro concedeu, ilegal e arbitrariamente, o status de refugiado político.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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