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CIA e Hillary Clinton em apuros. O mundo descobriu que os EUA apoiam narcotraficante internacional para ser vice-presidente do Afeganistão.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 02 de setembro de 2009.

Hillari Clinton, a Cia deixou-a de saia-justa.

A principal agência de espionagem americana, refiro-me à Central Intelligence Agency (CIA), acaba de entrar em outra trapalhada.



E também coloca em saia-justa a secretária de Estado Hillary Clinton, que ainda não sabe como contornar o problema e se livrar do prestigioso jornal New York Times, que está a pressioná-la.



Desta vez, a confusão é pantagruélica, diante da certeza da eleição de Marshal Muhammed Qasim Fahim, vice-presidente na chapa de Hamid Karzai e um dos grandes traficantes internacionais de ópio.



Na falta de outro, Karzai virou o candidato da predileção do governo dos EUA, que engoliu o vice Fahim.



Por informe da CIA, a dupla seria eleita no primeiro turno. Isto numa eleição que os 007 da CIA sabiam que seria fraudada. Nem os ataques de véspera dos talebans — provocadores de pesada abstenção —, mudariam o resultado: a maior abstenção ocorreu em Kandahar, a terceira maior cidade do país.



Fahim, de etnia tadjique, foi antigo agente da CIA, apesar de conhecido traficante de ópio.



Ele acabou cooptado pela CIA entre os Senhores da Guerra, no norte do país. Foi um ex-comandante de facção armada da Aliança Norte, do assassinado comandante Massud: o comandante Massud morreu às vésperas do trágico 11 de setembro de 2001.



O objetivo da entrada de Fahim na chapa teve por meta subtrair votos do principal opositor de Karzai, Abdullal Abdullah, um ex-militante da Aliança Norte e também da etnia tadjique.



Como sabem a CIA e a secretária Hillary Clinton, o tadjique Fahim possui um avião de fabricação russa, usado para o tráfico ilegal de ópio e heroína: o Afeganistão é responsável pela oferta ilegal de 90% do ópio em circulação no planeta.



Dois são os problemas que se apresentam, com Fahim eleito.



Primeiro, o fato de Karzai ser o grande alvo dos talebans, cujas milícias já conseguem promover ataques em Cabul, a capital do país. Caso morto Karzai, assumirá o seu vice. Assim, o novo presidente, eleito com apoio dos EUA, será um narcotraficante.



Por outro lado, nos EUA existe uma lei que proíbe ajuda militar e financeira aos países ligados ao narcotráfico ou que não cooperam na luta contra às drogas. Pergunta-se: como manter ajuda militar e econômica a um Afeganistão que elege um narcotraficante como vice-presidente?



PANO RÁPIDO. O clima é de tensão.



Hillary trabalha com a idéia de negar visto americano a Fahim, como é da praxe nos EUA. Logicamente, isso não basta. Chega a ser risível. E nem Fahim, sempre na ex-inimiga Rússia com o seu avião, tem interesse em pisar nos EUA.



Com Fahim no poder, no caso de faltar Karzai, será que os EUA retirariam suas forças e colocariam fim à promessa de Barack Obama de começar a combater o terrorismo pelo Afeganistão ?



As demais forças estrangeiras no Afeganistão, além do contingente Nato-Isaf, só lá permanecem em razão de compromisso com os EUA.



Como não canso de repetir, com a devida escusa pela reiteração, a questão das drogas é usada para encobrir interesses geopolíticos, geoestratégicos e geoeconômicos. E para encobrir um desses interesses, os americanos farão de conta que Fahim não é narcotraficante e nem vice-presidente.



Convém não esquecer que no governo de transição de Karzai, escolhido em 2002 pelos americanos, o narcotraficante Fahim foi, por imposição da CIA, escolhido para ministro da Defesa.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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