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Israel poderá soltar líder palestino do Fatah, único capaz de vencer o Hamas em eleição

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 15 de agosto de 2009.

Marwan Barghouti

--1.As eleições para a presidência e conselho Central e Revolucionária do Fatah, obedeceram a script adrede preparado.


Um fato, no entanto, superou a expectativa. Ou seja, Marwan Barghouti, preso em Israel desde 2002, teve uma votação espetacular.


Metade do colégio eleitoral do Fatah, formado por 2.200 delegados, sufragou o nome de Barghouti, que está com 50 anos de idade.


Assim, Barghouti acabou eleito para o Conselho que dirige a Fatah como o terceiro mais votado.


Não bastasse, uma pesquisa realizada pelo Centro Palestino de Dados mostrou que, numa eleição geral na Palestina, Barghouti, caso candidato do Fatah, venceria qualquer candidato apresentado pelo Hamas.


Só para lembrar, na última eleição, o Hamas venceu o Fatah e assumiu Ismail Hanyeh, do Hamas e logo deposto. O Hamas, hoje, governa apenas a faixa de Gaza.


Pela supracitada pesquisa, o atual presidente da Autoridade Nacional Palestina, Abu Mazen (Fatah), continuaria a não vencer um candidato indicado pelo Hamas. Ao contrário, Bargouti, já líder de intifada, ganharia com 64% dos votos.


Em síntese, Barghouti venceria Ismail Hanyieh (Hamas). E ele tem mais popularidade do que Abu Mazen ou qualquer outro.


--2. Barghouti recebeu, em Israel, cinco condenações à prisão perpétua. Foi considerado responsável pela morte de 5 israelenses ao tempo que comandava o braço armado do Fatah, denominado Tanzim.


Barghouti é considerado um pragmático e pessoa de entendimento. Ele apoiou o acordo de Oslo. E só voltou à luta armada quando percebeu que a paz não chegaria e Oslo, considerado por ele falido.


Para se ter idéia, Barghouti tem entendimento que se afina com o de Barack Obama, no que toca à co-existência de dois estados.


--3. Dois ministros israelenses apóiam a idéia de concessão de graça a Barghouti, de modo a extinguir as punições e libertá-lo do cárcere israelense de Hadarim.


A graça seria concedida pelo presidente de Israel, Shimon Peres, que é sensível à idéia.


A ex-agente do Mosad e líder do partido Kadima fundado por Ariel Sharn, é contrária à concessão de qualquer benefício a Barghouti. Para belicista Tzipi Livni, que perdeu a eleição e adiou o seu sonho de ocupar o cargo de premier, Barghouti “é um assassino e não um parceiro”.


--4. PANO RÁPIDO. Ainda não se manifestaram Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro e líder do partido Likud, e o fascista Avigdor Lieberman,que é ministro de relações exteriores em face de coalizão política.


Pelo que corre nos bastidores, a dupla Netanyahu-Lieberman faria uma exigência, ou seja, concessão do benefício da graça a Barghouti em troca da libertação do soldado israelense Gilad Shalit.


Essa proposta, como bem sabe a dupla, não seria viável. Isto porque o soldado Shalit não está aprisionado pelo Fatah, mas pela “coalizão” Hamas palestino e Hisbollah libanês.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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