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Drogas. Novas bases militares dos EUA na Colômbia a pretexto de guerra às drogas.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF,31 de julho de 2009.

Obama e Uribe.


Já escrevi tanto, que perdi a conta. Também falei em inúmeros foros internacionais, --incluídos os sob o patrocínio das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA)--, que a “war on drugs” é utilizada para esconder, camuflar, interesses geoestratégicos, geopolíticos e geoeconômicos.



No momento, os EUA e a Colômbia, --como ficou acertado em Washington na visita feita por Álvaro Uribe a Barack Obama e a anteceder o G8 deste julho--, cuidam de alinhavar o projeto de construção de 3 bases militares em território colombiano: Palanquero, Malambo e Apiay.



As futuras bases de Malambo e Palanquero estarão em posição topográfica a permitir, sob o prisma militar, ataques à Venezuela.



A terceira base, Apiay, permitirá o controle da região próxima à chamada Cabeça do Cachorro (onde o mapa do Brasil tem esse formato) e a cobrir o curso do venezuelano rio Orinoco, que corta área de extração de petróleo.



Quando teve de devolver o Canal do Panamá (1999), os EUA instalaram bases militares em Aruba (Antilhas Hoandesas), Curaçao (Antilhas Holandesas), Iquitos (Peru) e Manta (Equador). A motivação dada para as instalações: “guerra às drogas”.



Parêntese. O atual presidente do Equador não renovou o acordo de cooperação com relação à base-americana de Manta, daí mais três na Colômbia, fora a implantada, de fato, na Bolívia.



As novas três bases-militares colombianas estão sendo implementadas com base no velho discurso: cooperação na luta contra as drogas. Pergunta-se: por que não deram certo as outras (Curaçao, Aruba, Iquitos eManta) no que toca à redução de oferta ?



Como escreveu a brilhante Eliane Cantanhêde, na Folha de hoje, os governos do Brasil e da Espanha articulam reações conjuntas, a envolver a União Européia e a Unasul (União de Nações Sul-Americanas), contra a intenção dos EUA de ampliarem sua presença militar na Colômbia.



O falido Plan Colômbia, que consumiu US$5,0 bilhões em cinco anos, teve início para combater a oferta de cocaína, a partir da destruição de plantios de folhas de coca. No segundo mandato de Bush, o Plan Colombia mudou e voltou-se a reprimir e demonizar as FARC, que passaram a ser consideradas como uma organização terrorista e de exploração do narcotráfico.



PANO RÁPIDO. Para grande surpresa, o presidente Barack Obama continua, como os anteriores presidentes, a querer controlar militarmente a América Latina. No México, a “guerra às drogas” do presidente Calderon tem apoiodos EUA.



Tudo começou no governo do presidente Ronald Reagan.



Reagan iniciou uma “guerra às drogas” sem limitação de fronteiras. Esse foi o pretexto dado para, na América Latina, combater o comunismo.



No particular, nada muda com Obama, cujo czar antidrogas da Casa Branca, ao assumir o cargo, sentenciou que o modelo militarizado de “guerra às drogas” não tinha dado certo. Parece que não é o que pensa Obama.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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