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Terror. ETA inaugura nova estação de terror.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 30 de julho de 2009.

Foto Reuters: atentado em Majorca, com dois policiais militares mortos




Ultranacionalistas da organização que ficou conhecida pelo sigla ETA voltaram a atacar. O ataque de hoje, de matriz terrorista, ocorre 24 horas depois do atentado consumado na simbólica Burgos, que resultou em 69 pessoas feridas com gravidade.

Desta vez, o ETA promoveu a explosão de uma bomba na ilha de Majorca (Ilhas Baleares). O alvo foi um automóvel da Guarda Civil, que estava estacionado defronte ao quartel do bairro de Palmanova.



Dois policiais militares, de 27 e 28 anos de idade e que se encontravam no interior do veículo-alvo, morreram em decorrência da explosão, com bomba de dinamite.



O local do atentado, Palmanova, estava repleto de turistas, que aproveitam o verão europeu e o período de férias escolares.



Segundo as autoridades espanholas, o policiamento e as rondas policiais no local tinham sido intensificados. O motivo deveu-se ao fato da proximidade da chegada da família real espanhola, que passará parte do mês de agosto no palácio Marivent, situado a apenas 7 km do quartel onde ocorreu a explosão e as mortes dos dois policiais militares.



O anterior ataque a Burgos está sendo considerado como início de uma nova estação de terror por parte do ETA, um anacrônimo de Euskadi Ta Askatusan, a significar “País Basco e Liberdade”.'



Burgos foi o local escolhido para abrir a nova estação de terror pelo seu simbolismo.



Cidade e província sempre usada como simbólo, pois Burgos (244 km de Madrid) foi a sede escolhida por Franco, durante a Guerra Civil espanhola (1936-39).



Nos anos 70, sob ditadura franquista, iniciou-se em Burgos o primeiro processo contra membros do ETA. A represália do ETA veio em 1973, quando restou assassinado o “delfim” de Franco, o almirante Carrero Blanco.



O almirante Luis Carrero Blanco, à época, era o primeiro-ministro da ditadura franquista. Seria o sucessor de Franco, ou seja, era o “delfim” do generalíssimo.



Depois da morte de Blanco, Franco iniciou a mais forte das repressões contra o ETA e que resultou em centenas de prisões.



Com a queda do franquismo e a saída da prisão dos militantes do ETA, os ataques cresceram em progressão alarmante até 1998. Para se ter idéia, em 1979 consumaram-se 82 homicídios políticos, No ano seguinte, 1980, o número cresceu para 88 políticos assassinados pelo ETA.



PANO RÁPIDO.

O ETA adotou nos anos 70 a ideologia trotskista. Nos anos 90, autoproclamou-se nacionalista. Perdeu grande parte da sua base de sustentação na França, enquanto, na Espanha, representa uma minoria entre os bascos. Aliás, sob o prisma demográfico espanhol, os bascos são minoria na própria região, a exemplo do que ocorre na China, no Tibete.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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