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Lollo, incinerador de criança e jovem, estará na nossa Câmara. Hoje ele é lembrado na Imprensa Italiana.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 5 de junho de 2009.

Rogo (incêndio) de Primavalle.


Achille Lollo fugiu da Justiça italiana para viver na cidade do Rio de Janeiro. Mora no bairro do Botafogo, perto da Churrascaria Porção, do aterro.



Em abril de 1973, Lollo e dois companheiros da organização Poder Operário, derramaram gasolina e atearam fogo no apartamento da família Mario Mattei, moradores no bairro operário de Primavalle (Roma).



No modestíssimo apartamento morava Mário, que era varredor de rua, a esposa e os seis filhos do casal.



Todos dormiam quando, de madrugada, o covarde Achille Lollo, que não gostava de Mário Mattei por ser ele membro de um movimento de estrema direita, promoveu o incêndio.



Carbonizados, morreram Stefano Mattei, de 8 anos de idade, e o irmão Virgílio Mattei, de 12 anos. Os bombeiros encontraram os irmãos abraçados.



Os demais da família Mattei conseguiram deixar o apartamento.



Na próxima semana, Achille Lollo será ouvido na Comissão de Direitos Humanos e de Minorias da nossa Câmara. Aliás, ele faz parte de uma minoria covarde que mata durante o repouso noturno, colocando fogo em apartamento de bairro operário.



Lollo irá discorrer sobre o caso Battisti e, pelo que se sabe, pela visão do terrorismo italiano: um relato seguramente heróico.



Por evidente, Lollo, que não tem ambiente na Itália e acabou com o Poder Operário depois da sanha assassina, foi “plantado” na comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal do Brasil pelos que defendem Battisti e pretendem que permaneça como refugiado no Brasil.



Achille Lollo, ideólogo do PSOL, mora no bairro do Botafogo (Rio), próximo à Churrascaria Porcão.

Lollo, durante o “soggiorno” carioca, conseguiu a impunidade, pois os crimes prescreveram. Só que ele não quis voltar para a Itália, até para evitar surpresas com, por exemplo, o professor Piperno, fundador do Poder Operário, e os dois ex-militante que, do seu apartamento na praia de Botafogo, dedodurou. Na Itália, sua fama é de assassino trapalhão.



Tão logo ocorreu a decretação da prescrição pela Justiça italiana, Lollo deu uma entrevista ao jornal Corriere della Sera (está na Internet), para dedodurar duas outras pessoas. Lollo acusou-as de terem participado do incêndio no apartamento do varredor de ruas, Mario Mattei. Instaurou-se investigação e descobriu-se que Lollo mentira e estava querendo se vingar: aentrevista foi dada ao correspondente no Brasil do jornal Corriere della Sera.



No Brasil, frise-se, onde mora no bairro do Botafogo próximo à Churrascaria Porcão, Lollo é apresentado como jornalista italiano (diga-se, sem emprego em jornal italiano) e de haver ajudado a “construir e idealizar” (confira Wikipédia) o PSOL, depois de um “chega pra lá” dado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), isto quando esse partido (PT) foi informado de quem se tratava.



Hoje, o jornal Corriere della Sera, à página 18, mostra uma foto de Achille Lollo: em audiência quando estava preso na Itália e antes da fuga.



Lollo, mostra o jornal, virou referência quando aparece um caso criminal, ou melhor, quando de um incêndio doloso em residência, como moradores dentro. A edição de hoje do jornal Corriere della Sera lembra Lollo em face de incêndio ocorrido ontem em Bologna. Isto numa residência onde morava uma jovem grávida com o namorado: eles conseguiram pular a janela e se salvaram.



PANO RÁPIDO. O depoimento de Lollo na comissão da nossa Câmara Federal estava marcado para o mesmo dia que foi ouvido o ministro Tarso Genro. Certamente para evitar constrangimentos, lembranças e aperto de mão perpetuamente tingida com sangue de inocentes, o depoimento de Lollo foi remarcado. Será na próxima semana.



Não se deve estranhar se Lollo, da tribuna, desejar a Battisti a mesma sorte que teve. Ou seja, ficar no Brasil até ocorrer a prescrição dos crimes.



O assassino Achille Lollo, o sanguinário ditador paraguaio Afredo Stroessner, o assaltante Ronald Biggs (trem pagador inglês), George Bidault (tentou matar Charles de Gaulle), fazem parte de uma longa lista que prova ser o Brasil esconderijo da predileção da escória do planeta.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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