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Mafioso usa argumentos de Cesare Battisti e vai pedir Asilo Político ao ministro Tarso Genro

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 23 de maio de 2009.



Aos jornais de Palermo e logo depois de arrestado em São Paulo, o mafioso Leonardo Badalamenti disse que é um “preso político e vítima de um clamoroso erro judiciário”, na Itália. Assim, não pode ser extraditado pois será perseguido.


Leonardo sustenta que nunca pertenceu à Cosa Nostra e foi perseguido por ser filho de Gaetano Badalamenti, um famoso capo-mafia.


Como a Cosa Nostra declarou guerra ao Estado-italiano, matando em 23 de maio de 1992 o juiz Giovanni Falcone, iniciou-se perseguição até contra pessoas que, segundo entende Leonardo, não pertenciam à máfia.
Com esses dois argumentos, Leonardo Badalamenti pretende seguir os passos de Cesare Battisti. E obter, como conseguiu o terrorista Battisti em decisão do ministro Tarso Genro, o “status de refugiado político”.


A destacar que nunca matou ninguém ao contrário de Battisti (4 homicídios), Leonardo Badalamenti pretende ser solto e permanecer morando em São Paulo. Mais, com o “status” concedido por Tarso Genro poderá tentar impedir a extradição, como a mesma tese usada por Battisti e pelo ministro Tarso Genro.


Leonardo Badalamenti mora em São Paulo há mais de dez anos, onde é conhecido por Carlos Massetti. Sua prisão ocorreu ontem em São Paulo, depois de uma investigação conduzida pelos carabineiros italianos (polícia militar) do ROS (grupo de operações especiais).


Conforme divulgado pelo ROS, ele participava de um grupo que colocava títulos falsos no mercado e a meta era embolsar U$1,0 bilhão.


Os falsos títulos registravam emissões pelo Banco da Venezuela, com sede nos EUA, e os gigantes Lehman Brothers, de Baltimore, e Hong Kong Shangai Bank.


Leonardo é filho do capo-mafia Gaetano Badalamenti, que morreu em presídio norte-americano enquanto cumpria uma condenação de 15 anos de prisão em regime de segurança máxima, por tráfico internacional de drogas proibidas.


O velho Gaetano Badalamenti, apelidado de “Tano Seduto”, era chefe do clã da Cosa Nostra na pequena cidade de Cinisi. Gaetano estava condenado na Itália por associação mafiosa e por ter mandado matar o jornalista Peppino Impastato: como estava preso nos EUA, participou por videoconferência da sessão de julgamento ocorrida no palácio da Justiça de Palermo.


Peppino Impastato, na pequena cidade de Cinisi, morava exatos cem passos da casa de Gaetano Badalamenti.


Pela rádio, Impastato denunciava as ações da Cosa Nostra e o fato de o velho Badalamenti haver controlado as licitações para a construção do aeroporto de Palermo, que hoje leva o nome dos juízes Falcone e Borselino, ambos dinamitados pela Máfia.


A morte de Impastato é mostrada no premiado filme intitulado “Cento Passi”, ou seja Cem Passos: disponível em locadoras brasileiras.


Impastato morreu numa explosão, entre os trilhos de uma ferrovia. Badalamenti simulara a autoria de um frustrado atentado terrorista por parte de Impastato. E aproveitou-se do fato de Impastato ser um jornalista de esquerda e comentarista de uma clandestina rádio radical. Em resumo, simulou-se que Impastado iria explodir um trem e ao manejar a carga houve a explosão.


Leonardo Badalamenti era ligado ao falecido e conhecidíssimo Tommaso Buscetta. Uma antiga matéria do jornalista Renato Lombardi, no jornal Estado de S.Paulo (1993), informou sobre a prisão, no Brasil, de Leonardo junto com Buscetta. Posteriormente, destacou Renato Lombardi (hoje na Tv.Cultura de São Paulo), Leonardo foi solto, pois a acusação era branda, de uso de documento falso.


PANO RÁPIDO. Badalamenti pertencia a um grupo de falsários comandado por Gaspare Ofria. Para a procuradoria antimáfia de Palermo, esse grupo representa um ramo da máfia dedicada à prática, na Itália e no exterior, de crimes de estelionato, fraudes, falso documental e ideológico:18 suspeitos foram presos.

Tudo começou com a compra e posterior venda de um valioso convento da ordem dos cappuccinos em Passignano, às margens do lago Trasimeno.


O restaurado convento foi vendido por Ofria ao regente George Lucas, famoso pela música do filme Guerra nas Estrelas. A compra de Ofria fora com títulos falsos e o maestro George Lucas, que pagou em dinheiro, vai ficar no prejuízo.


E no prejuízo ficará a imagem do Brasil, caso o ministro Tarso Genro dê outra decisão canhestra, como a que está a favorecer o assassino Cesare Battisti.

--Wálter Fanganiello Maierovitch


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