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Memória. 23 de maio de 1992. A Máfia dinamita o juiz Giovanni Falcone.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 23 de maio de 2009.

Givanni Falcone (esquerda) e Paolo Boserselino, dinamitados em maio e julho pela Máfia


Giovanni Falcone morreu às 19,05 hs no hospital “Civico Benfratelli” de Palermo, depois de parada cardíaca e o insucesso dos médicos na tentativa de reanimá-lo. Francesca, sua esposa, morreu no próprio local da explosão.


O telecomando responsável pela explosão foi acionado por Giovanni Brusca, da Colina de Capaci (uma elevação próxima à autoestrada A/29, na cidade de Capaci).


A autoestrada ligava o aerporto de Punta Raisa (hoje chamado Falcone-Borsellino) a Palermo.


A cratera aberta com a explosão tinha 3,5 metros de profundidade e 14, 3 metros de diâmetro.


A Cosa Nostra, então dirigida pelo sanguinário Totó Riina, conhecido como o “capo dei capi”, mandara colocar 500 kg de dinamite num duto subterraneo destinado ao escoamento de água pluviais.


O duto cortava toda a pista da rodovia por onde passaria Falcone e a esposa Francesca Morvillo.


O mafioso Giovanni Brusca, chefe da "famiglia mafiosa" de San Giuseppe de Jato, acionou, à distância, o aparelho detonador (telecomando).


Todos os quatro homens da escolta, que estavam no carro da frente, morreram no local. A juiza Francesco Morvillo, esposa de Falcone, tinha avisado que ficaria em Roma. E surpreendeu o marido Falcone quando a avistou no aeroporto militar. Ele havia mudado de idéia.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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