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Máfia. Tráfico de maconha aproveita a tragédia do terremoto em Aquila.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 27 de abril de 2009.


Pelo planeta, as polícias só conseguem apreender cerca de 5% das drogas proibidas que chegam ao mercado consumidor.


Um quase nada. Isto para internacionais criminosas que usam o sistema bancário internacional para movimentar, –anualmente e só com relação às drogas–, mais de U$300 bilhões.


A propósito, a criminalidade organizada, conforme revelado pela Convenção de Palermo das Nações Unidas, atua em rede planetária. Com isso, qualquer quadrilha pode se “plugar” à rede e negociar.


Apesar desse quadro de grande vantagem da criminalidade organizada sobre os estados que se dizem empenhados na repressão às drogas ilícitas, a gestão mafiosa sempre se mostra ousada e disposta a baixar o supracitado 5% de perdas.


Na semana passada, o procurador geral antimáfia da Itália chamou a atenção para o avanço especulativo da máfia (Cosa Nostra e Drangheta) nos Abruzzos, em especial na capital Áquila, destruída por trágico terremoto.

Br> Supracitado procurador antimáfia chamava a atenção e colocou auxiliares para evitar que a máfia entre nas concorrências públicas para reconstruções e restaurações de locais afetados, por meio de empreiteiras que sempre são colocadas como testas-de-ferro.


Ontem, como doação destinada às vítimas de Áquila desalojadas das suas casas e que vivem em tendas, desembarcou um carregamento de laranjas no porto de Ancona, no mar Adriático : o auxílio às vítimas e por mar chegam pelos portos de Ancona e Pescara.




No fundo das caixas com toneladas de laranjas a Guarda de Finanças da Itália encontrou enorme quantidade de maconha. As caixas estavam no interior de um caminhão-frigorífico.


A maconha foi apreendida e as laranjas seguiram para as vítimas do terremoto.


No momento, a Guarda de Finanças tenta levantar, — junto ao país do porto de embarque das laranjas–, dados sobre a empresa exportadora e os seus proprietários. Caso identificados, estes dirão, certamente, que são simples intermediários e não perceberam a trama.


O difícil será identificar os verdadeiros responsáveis, que sempre usam empresas fantasmas para as exportações.


Não foi revelada, até agora, a procedência da maconha.

Wálter Fanganiello Maierovitch


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