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Drogas. Maconha: guerra contra Grow-shop, na Holanda.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 23 de abril de 2009.


A Holanda é uma monarquia constitucional que sempre esteve na vanguarda das medidas progressistas.


Por exemplo, a Holanda oficializou o matrimônio gay e autorizou a eutanásia.


Ainda, por lei de 28 de novembro de 1968 permitiu a venda de maconha em coffe-shop a maiores de idade: o prmeiro aberto foi o Café Sarasani, na cidade universitária de Utrechet.


Mais, inovou ao eleger um gay para chefiar o Ministério Público no combate à criminalidade.


Não se deve olvidar ter a Holanda legalizado a prostituição e cataloga como empresária a prostituta: com a legalização, as casas, --como qualquer outro estabelecimento comercial--, passaram a ser vistoriadas pelas agências de saúde e as empresárias são submetidas a exames médicos, para renovar o alvará de funcionamento dos seus pontos comerciais: o problema de agora é que as máfias compraram os pontos e as empresárias viraram testas-de-ferro .


Como os progressistas perderam espaço em várias grandes cidades e o premier Jan Peter Balkenende (no poder desde julho de 2002) teve, em face das eleições de novembro de 2006, de formar uma coalizão com os partidos trabalhistas e união católica, algumas mudanças começaram a ocorrer.


Frise-se: não estão em curso mudanças na velocidade desejada pelos conservadores, em especial o prefeito de Amsterdam. Até porque os conservadores não sabem como fazê-las. Ainda mais em tempo de crise financeira.


Na Holanda, o mercado da maconha movimenta US 10 bilhões por ano. E perder o dinheiro dos turistas, em tempos bicudos da economia, é tudo que um chefe político não pretende, ainda que conservador como o gestor de Amsterdam.


No momento, os conservadores não querem mais ver aberto nenhum “grow-shop”.


O “grow-shop” é uma loja especializada na venda de instrumentos e produtos para os que pretendem cultivar maconha e desfrutar do produzido.


Pela lei holandesa, em cada residência podem ser cultivados até cinco pés de maconha: na Holanda, o uso médico-terapêutico da maconha é permitido.


Num “grow-shop” se pode encontrar de tudo para o cultivo e desfrute da maconha. Por exemplo, equipamento para irrigação de até cinco vasos de maconha. Fora adubo, sementes, tesouras, luvas e lâmpadas para germinações em estufa.


É muito vendido o espremedor a frio de sementes canábicas. Isto para extração de óleo comestível usado em saladas: as sementes são vendidas em feira-livre e em “grow-shop”.


Num “grow-shop” pode ser encontrado um certo produto que é muito vendido nas várias bancas de jornais e revistas brasileiras: papel-gomado.


Atenção: o papel-gomado na Holanda é para enrolar a erva-canábica. No Brasil, ao contrário da Holanda, o papel-gomado, -imagino eu-, é usado para substituir a palha, empregada na elaboração de cigarro de tabaco em corda.


A iniciativa para fechamento das lojas parte de Rotterdam, a segunda maior cidade do país e o maior porto europeu.


Segundo uma conservadora Comissão Comunal de Segurança Pública de Rotterdam, “ o grow-shop representa o elo principal de sustentação da criminalidade organizada que atua no comércio das drogas leves”.


Em Rotterdam, segundo levantamento na Junta Comercial, funcionam 25 desses estabelecimentos, que sã catalogados como “grow-shop”.


Os membros da supracitada comissão suspeitam que o “grow-shop” é usado para lavagem de dinheiro. Seria fachada para financiar agricultores autorizados a plantar maconha e, também, os coffeeshops de venda de maconha.


Em várias cidades, os alvarás para aberturas de novos cafés com autorização para venda canábica estão suspensos.


Muitos estabelecimentos, foram fechados por descumpriram regras como, por exemplo, ultrapassarem a venda de 1/2quilo diário. Ou, não fiscalizaram adequadamente, ou seja, de maneira a impedir que o comprador saia com o produto: pela lei, só se pode fumar no interior do café.


Pelo levantamento de 2003, existiam 800 cafés autorizados a vender maconha na Holanda. O número teria caído em 20%, no ano de 2008.


PANO RÁPIDO. As mudanças na Holanda, quando ocorrem, são lentas, pois o impacto econômico nunca é desconsiderado.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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