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G20: guerra aos paraísos fiscais que detém 22% dos investimentos globais.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 3 de abril de 2009.
G20.

O presidente da França, pouco antes do início do G20, já havia disparado contra os paraísos fiscais. Na ocasião, causou desconforto, pois só nominou a Suíça.


Além de relógios e chocolates, o sociólogo helvético Jean Zigler, há mais de dez anos atrás, chamara a Suíça de lavanderia. A propósito, o seu livro, - que virou best-seller e mostrou políticos franceses com não declaradas contas-correntes na Suíça -, levou o significativo título de “A Suíça lava mais Branco”.


Na concluída reunião londrina do G20 houve acordo no sentido de se elaborar e divulgar uma “lista negra” de paraísos fiscais com escassa fiscalização e registro inconfiáveis, de modo a receber dinheiro sujo.


Não se fez nenhuma menção a Francis Drake, que no século XVI roubava nos mares em nome da rainha da Inglaterra: ele tinha carta de corso. De corsário, virou Sir, pela eficiência na rapinagem.


As riquezas roubadas pelo corsário Drake eram escondidas off-shore (fora da costa). Por exemplo, nas ilhas britânicas. Estas se transformaram em paraísos fiscais, como bem sabe o deputado Paulo Maluf.


Os paraísos fiscais detém 22% de todos os investimentos globais. Uma fatia significativa, em tempo de crise financeira e muitos desvios pelos Maddof da vida.


Quando se fala em paraíso fiscal, vem a idéia apenas das ilhas, fora da costa (offshore). Só que existem paraísos ficais nos continentes. Nos EUA, por exemplo, Dellaware é definido como paraíso fiscal, de baixa carga fiscal.


Em Liechenstein, dois anos atrás e pelos dados oficiais, o número de habitantes era de 24 mil. Já o número de empresas fictícias atingia 30 mil. Assim, Liechtenstein, como San Marino, receberam o rótulo de paraísos fiscais onshore (na costa).


O Gafi é um grupo de trabalaho sediado na França. Cuida, com 40 recomendações mínimas, de coibir a lavagem de dinheiro. Pela Resolução número 21 do Gafi, Seychelles foi denunciada por não atender as 40 recomendações mínimas contra a lavagem de dinheiro sujo.


PANO RÁPIDO. Os membros do G20 não vão mais aceitar a “concorrência desleal” dos paraísos fiscais. E o summit chamado G20 se comprometeu a dar sustentação à economia mundial. Já foi marcada data para um novo encontro, para novas análises e avaliação do acerto das medidas adotadas por unanimidade. Ocorrerá em 1 ano.


Pelo jeito, prevaleceu o entendimento do socorro planetário e não, conforme a chanceler alemã e o presidente francês, um atendimento particularizado, analisado a situação de cada estado em dificuldade. O FMI e outras institições financeiras internacionais receberão 1 trilhão de dólares, além dos 5.000 bilhões até o final de 2010 para alavancagem da economia mundial.


Os paraísos fiscais, em especial as zonas off-shore (fora da costa), serão pressionados. Quem viver, verá.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–


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