São Paulo,  
Busca:   

 

 

Agora

 

TERROR: presidente Obama fala em risco alto de ataque pela Al Qaeda.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 30 de março de 2009.

Barack Obama.

Para o presidente Barack Obama, “a situação está cada vez mais arriscada”, numa referência a Al Qaeda que, instalada na região tribal entre o Paquistão e o Afeganistão (fronteira ocidental do Paquistão), projeta um novo ataque aos EUA.


O presidente norte-americano voltou, ontem, a afirmar que não vai ficar à espera, mas procurará, o quanto antes, “destruir, desmantelar e aniquilar a Al Qaeda, de modo a impedir, no futuro, que se reestruture e retorne.”


Obama anunciou o início da execução da sua nova estratégia para combater o terrorismo de matriz alquaedista.


De pronto, o presidente Obama enviará 4 mil soldados norte-americanos para o Afeganistão. Esses soldados irão adestrar as forças de segurança de Cabul (Afeganistão). Ou seja, não serão combatentes, mas instrutores.


O presidente norte-americano destacou, também, que haverá permanente avaliação sobre o cumprimento de metas, ou seja, diuturnamente serão verificados progressos ou retrocessos.


A grande falha no governo Bush deveu-se ao descontrole: os talebans se reorganizaram, o governo do presidente Karzai mergulhou na corrupção e os chamados Senhores da Guerra, líder tribais que controlam o plantio e negociam a venda do ópio-bruto, celebraram alianças com os insurgentes talebans. Ainda, fecharam acordo com Abu Yahya al Libi, responsável pelo elo de ligação entre os talebans e os alqaedistas.


A falta de fiscalização ensejou, como acima frisado, a reestruturação dos talebans, que já retomaram o controle de 70% do território e mostraram estar na porta de Cabul, onde promovem repetidos ataques.


Como se sabe, a ajuda financeira encaminhada no governo Bush foi desviada e a corrupção virou a marca registrada do governo do presidente Karzai, que prega uma negociação com os talebans, porque já os sente no seus calcanhares.


Sobre uma vitória dos talebans, cujo líder é o conhecido mulá Omar (vive na fronteira, do lado paquistanês, e a sua filha é uma das mulheres de Bin Laden), o presidente Barack Obama, numa tentativa de mostrar que o problema não seria apenas norte-americano, comentou: - “ Se o governo afegão cair em mãos dos talebans, a Al Qaeda não teria mais opositores e o país (Afeganistão) voltaria a ser usada como base pelos terroristas. É um preço que o mundo não pode permitir-se a pagar”.


No curso desta semana, Obama apresentará o plano aos europeus, na viagem que fará. Ele quer parceiros, pois pretende deslocar a frente de batalha do Iraque para a fronteira entre Paquistão e Afeganistão. É na fronteira, segundo pensa o governo de Obama, que reside o problema e “mora o perigo”.


Ao Congresso americano, Obama pediu a aprovação do projeto bipartidário apresentada pelos senadores John Kerry e Richard Lugar. Com a aprovação, Obama poderá, em 5 anos, enviar ajuda de US$1,5 bilhão ao Paquistão.


Essas remessas anuais seriam controladíssimas para evitar desvios como o ocorrido no Afeganistão. Os auxiliares do presidente Obama sabem muito bem a fama e o apelido de “Dr.10%” do atual presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, que é o viúvo de Benazir Buto.


PANO RÁPIDO. O presidente norte-americano teme surpresas originárias da Ásia central, daí o alerta de ontem: -“ Os terroristas islâmicos fundamentalistas querem nos atacar a partir do Paquistão”.


Vamos esperar que Obama consiga evitar tragédias e logre controlar a fronteira ocidental do Paquistão, onde estão operantes grupos alqaedistas.

–Wálter Fanganiello Maierovitch


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet