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Drogas: ligações entre o Hezbollah e os cartéis mexicanos, informa Washington Times.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 30 de março de 2009.

bandeira do Hezbollah.

O Líbano é um grande exportador de maconha e de resina canábica. No vale do Bekaa, aos pés do Monte Líbano, proliferam os cultivos de erva canábica. Os cultivadores sempre se aproveitaram da instabilidade política e os governos nunca conseguiram colocar em prática os anunciados projetos de erradicação da maconha libanesa.


Segundo o jornal Washington Times, –em edição especial de final de semana–, o Hezbollah, nos últimos anos, reforçou os laços de cooperação com os cartéis mexicanos de drogas. Com base nisso, o hezbollah conseguiu realizar incursões de reconhecimento em território norte-americano, com ingresso pela fronteira com o México.

,br> Vale lembrar que os serviços de inteligência argentinos e dos EUA concluíram ser da responsabilidade do Hezbollah os atentados, em Buenos Aires, à embaixada de Israel (março de 1992, com 29 mortos) e à associção beneficiente israelita Amia (julho de 1994, com 80 mortos). Os ataques teriam partido da Tríplice Fronteira, formada por Brasil, Paraguai, Argentina.


Ainda conforme o Washington Times, a cooperação entre o Hezbollah e os cartéis mexicanos foi estabelecida para implementar o tráfico de drogas. Com as operações conjuntas, o hezbollah recolhe dividendos financeiros para as suas ações bélicas no Oriente Médio e mantém uma porta aberta para eventual infiltração terrorista em território norte-americano: no Líbano, o Hezbollah (partido de Deus), fundado em 1982, é um partido político, que tem um braço armado e guerreou contra Israel com sucesso, na fronteira.


A matéria conclui que o grupo que atua a mando do hezbollah é muito ativo no tráfico de drogas no Brasil, Paraguai e Argentina.


PANO RÁPIDO. Sobre os ataques terroristas em 1992 e 1994 consumados em Buenos Aires (Argentina), existe a certeza de que foram perpetrados por grupo islâmico radical, mas nada se conseguiu apurar acerca da sua real identidade. Existem apenas suspeitas quanto à participação do hezbollah.


A respeito da matéria do Washington Times, há referência à fonte informativa da matéria jornalística, ou seja, teriam sido “funcionários de agência antidrogas dos EUA”.


Se foram funcionárias da Drug Enforcement Administration (Dea), a credibilidade é quase nenhuma. Trata-se de uma agência especializada em plantar informações falsas, realizar espionagem política (vide caso da Venezuela). Mais, só colaboram quando têm interesse: no caso do traficante Juan Carlos Abadia, a DEA somente informou da sua presença em São Paulo em troca de uma extradição para os EUA, que ocorreu, por ato do presidente Lula e depois de manifestação formal do Supremo Tribunal Federal (STF). Abadia levou consigo o segredo sobre os corruptos que lhe deram, durante anos, cobertura em São Paulo.
–Wálter Fanganiello Maierovitch–


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