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JUSTIÇA: gigolô arrependido embolsa 8,2 milhões de euros.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 12 de março de 2009.
Sgarbi, conseguiu driblar a Justiça e as vítimas das suas extrosões.

O advogado Egon Géis ficou famoso na defesa das chamadas causas impossíveis de absolvições criminais de réus. Ele é considerado um grande estrategista e atua como advogado do suíço Helg Sgarbi, de 46 anos, com conhecida carreira de cafetão e chantagista. Antes de Sgarbi, o advogado Géis ficou conhecido na defesa do falsário que vendia arquivos e escritos ditos de Adolf Hitler.


Hoje, os jornais europeus comentam a sua vitoriosa estratégia para encerrar o processo criminal contra Sgarbi e tornar esquecidos mais de 8 milhões de euros, arrancados nas chantagens do cafetão Sgarbi e cuja vítima mais famosa foi Susane Klaten, a mulher mais rica da Alemanha.


Só para lembrar, Susane Klaten, 46 anos, casada e com três filhos, é a única herdeira filha de Herbert Quand, dono, dentre outras empresas, da BMW de automóveis.


Sgarbi cortejou Klaten em um spa em Insbruck, em julho de 2007. No mesmo verão europeu, a encantou nas praias da Costa Azul. Lógico, filmou os encontros íntimos em motéis de Munique, acontecidos a partir de setembro de 2007. O preço inicial da chantagem, para não mostrar os filmes ao marido e aos tabóides especializados na divulgação de escândalos. foi de 49 milhões de euros. Depois baixou o preço para 14 milhões.


Só não imaginava Sgarbi que Klaten contasse ao marido e à polícia a chantagem enm curso. Ele acabou preso em janeiro de 2008 e acabou sentenciado na última segunda feira passada, 9 de março de 2009.


A estratégia do advogado Egon Géis foi fazer Sgarbi se passar por profundamente arrependido. E ele confessou tudo. Tornou-se colaborador da Justiça, admitiu todas as increpações e negociou (como na plea-bargaining do direito norte-americano) uma pena de 6 anos de prisão, da qual já descontou mais de 1 ano, pois preso em janeiro de 2008.


Ao negociar a pena, a instrução processual foi encerrada. Assim, a vítima Klaten e outras três, por exemplo, não tiveram de confirmar em audiência pública a veracidade de cenas dos filmes em quartos de motéis em Munique e tantos outros fatos e circunstâncias constrangedoras.


No particular, as vítimas ficaram agradadas (agradadas é diverso de agradecidas) com o gesto de Sgarbi.


Hoje, em entrevista, Sgarbi disse estar muito arrependido com o que fez. Acrescentou ter tido o conforto da alma generosa da sua esposa, com a qual tem uma filha de seis anos. Ou seja, passou à imprensa o perdão da mulher, que, certamente, o ajudará na recuperação, para que volte o mais breve possível ao lar.


Sgarbi aproveitou a entrevista para pedir desculpas às vítimas e para admitir, com relação a uma delas, ter contado uma falsa história de extorsão que sofria e onde colocou no meio a máfia norte-americana. Ele não disse quanto levou da sensível amante, pela colaboração em pagar o “resgate” à máfia sículo norte-americana.


Todo o arrependimento de Sgarbi será usado para obter benefícios carcerários. Pelos cálculos de juristas, ele não passará mais um ano na prisão fechada. Sgarbi tentará, também, uma transferência, para cumprir a pena na Suíça. Algo semelhante ao conseguido pelos seqüestradores canadenses do empresário brasileiro Abílio Dinis.


Como nos autos do processo consta a recuperação de apenas 1,2 milhões de euros, fica claro que Sgarbi conseguiu garantir o embolso de 8,2 milhões. Isto sem contar as colaborações das amantes em face das inventadas e irreais histórias de maus-negócios.


Resumo: 8,2 milhões por dois anos de cadeia. Será que o crime não compensa ? Para Sgarbi, parece ter compensado.
Wálter Fanganiello Maierovitch.


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