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Direitos Humanos: o negacionista Williamson em retiro com assistência de escritor que nega o Holocausto.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF-TERRA MAGAZINE, 26 de fevereiro de 2009.


Richard Williamson: bispo lefebvriano negacionista

A milionária Michele Renouf, ex-modelo e antiga miss Newcastle, já entrada nos 60 anos de idade, foi ontem recepcionar o bispo lefebvriano negacionista Richard Williason, um cidadão britânico expulso da Argentina, no aeroporto londrino de Heathrow.


Ela dedica grande parte do seu tempo a atacar Israel e a organizar movimentos antissionistas.


Renouf deixou-se fotografar e estava esfuziante de alegria com o retorno à Inglaterra de Williamson, que, como ela, nega o holocausto e a existência de câmaras mortíferas de gás nos campos de concentração de judeus, durante a Segunda Guerra.


O bispo Willianson havia sido neste fevereiro afastado da direção do seminário lefebvriano próximo de Buenos Aires, numa queda-de-braço com o papa Ratzinger e com a secretaria de Estado do Vaticano, conforme noticiamos e comentamos em “posts” deste blog Sem Fronteiras, do Terra Magazine.


Das funções, pela Santa Sé, o bispo Willianson fora suspenso pela fórmula “a divinis sine die”. Também foi-lhe recomendado silêncio obsequioso à Igreja.


O governo argentino, por seu turno e em razão da repercussão da entrevista do negacionista Williamson, o expulsou por ingresso irregular no país em face de falsa declaração.


Só para recordar, Willianson teve a excomunhão levantada em janeiro passado pelo papa Bento XVI e reafirmou a inexistência do Holocausto e de câmaras de gás nos campos de concentração: a excomunhão ocorreu em 1988, por ato do então papa João Paulo II.


Williamson que ameaçou agredir um jornalista no seu embarque em Buenos Aires, apesar de ter tentado passar despercebido, –com óculos escuros e um boné de baseball enterrado na cabeça–, já tem uma agenda a cumprir, traçada pela direção dos lefebvrianos.


A agenda de Williamson já causa polêmica.


Ele será colocado em “isolamento acadêmico cultural” em lugar secreto. Evidentemente sem parar com as partidas de tênis, seu esporte predileto.


No tal “isolamento acadêmico cultural” será assistido por um escritor e um historiador.


O escritor é tão polêmico quanto Williamson. Se trata de David Irwing, um teórico do negacionismo à Shoà.


Em escrito que serve de livro de cabeceira a neonazistas, David Irwing chegou a excluir a responsabilidade de Hitler sobre a morte de judeus em campos de concentração.


PANO RÁPIDO. O Times de Londres deu o perfil de David Irwing: “a confortar Willianson está incumbido David Irwing, que escreveu que os campos de extermínio foram uma invenção”.


Como se percebe e sem necessidade de se possuir uma esfera de cristal, Willianson, no seu “isolamento acadêmico cultural”, para reflexão e no velho estilo da doutrina católica da Metanóia, vai sair piorado.


Não se sabe por quanto tempo Williamson permanecerá em “isolamento acadêmico cultural”, mas, na companhia de David Irwing, poderá trocar definitivamente, quando sair do “isolamento”, o crucifixo por outra cruz, a suástica hitlerista.
Wálter Fanganiello Maierovitch


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