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TERROR: Bin Laden localizado em Parachinar, no Paquistão.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF-Terra Magazine, 24 de fevereiro de 2009.

foto publicado na revista International Review, do MIT.



O professor Thomas Gillespie, da Universidade da Califórnia do Sul, é um dos maiores especialistas na localização de animais em perigo de extinção pelo planeta. Ele desenvolveu e aplica com sucesso a “teoria da biogeografia”.


Essa “teoria da biogeografia” parte do último local onde foi vista a espécie em risco. Se o animal se afasta daquele espaço, onde fora visto pela última vez, será improvável que ele encontre condições favoráveis de sobrevivência, alerta o professor Gillespie. Ao ser humano, ensina o consagrado professor Gillespie, o afastamento seria limitado entre pessoas com o mesmo credo religioso, que falam a mesma língua, etc.


No caso de Osama bin Laden, o professor cruzou vários dados, analisando-os à luz de um perfil global, regional e local.


Ele iniciou a análise a partir de Tora-Bora, o último lugar onde foi visto Bin Laden. A partir daí, levou em conta dados certos, como a necessidade de Bin Laden fazer diálise, pois os seus rins funcionam precariamente: quando do bombardeamento nas cavernas de Tora-Bora, os serviços de inteligência dos EUA trabalharam com esse dado como verdade absoluta.


Outros dados certos e utilizados no cruzamento foram o da estatura elevada de Bin Laden e um certo de número de pessoas da sua escolta privada: é um homem de estatura imponente a chamar a atenção na região. E as tendas ou habitações não foram feitas para pessoa com estatura elevada. As pessoas da escolta chamariam a atenção pois precisariam de abrigo para descanso, refeições, etc.


Com base em exames de fotografias tiradas por satélites, cotejos com os dados cruzados e tecnologia à disposição de pessoas comuns, como é o caso do Google Earth, o professor Gillespie individualizou a pequena cidade paquistanesa de Parachinar, pouco distante do Afeganistão, como o lugar onde está estacionado Osama bin Laden.


O professor aponta para três construções que podem servir de abrigo a Bin Laden e são visível nos mapas e fotografias: duas são residências e a terceira parece ser uma prisão.


A revista International Review do célebre Massachusetts Insitute of Technology (MIT) publicou o trabalho do professor Gillespie, que, poucos meses atrás, tanto teria agrado o ex-presidente George W.Bush, que fracassou até nas tentativas de encontrar Bin Laden.


No final do trabalho, o professor Gillespie, com a inocência dos sábios, sugere que os 007 da Cia e os agentes do FBI (polícia federal norte-americana) partam imediatamente para Parachinar. De se acrescentar, antes de a revista International Review chegar ou alguém avisar Bin Laden.


Numa das passagens do estudo, Gillespie explica ser falsa a conclusão de Bin Laden viver em grutas, o que levou a bombardeamentos com explosivos em ogivas penetrantes no solo. Em outras palavras, uma montanha de dinheiro jogado no ralo.


O professor Gillespie ressalta que para viver em grutas Bin Laden teria de contar com um sistema de aprovisionamento contínuo de víveres, remédios, água, etc, e isto seria facilmente captado pela miríade de “olhos eletrônicos” em órbita no espaço. Gillespie considera que se Laden vivesse em grutas já teria sido localizado pelos satélites espiões dos EUA.


Murtaza Haider, paquistanês de origem e “ director of the Institute of Housing & Mobility in the Ted Rogers School of Management at Ryerson University”, contestou a conclusão de Gillespie.


Para o supracitado professor Murtaza Haider, a região apontada por Gillespie é tribal e xiita de credo religioso. Assim, dificilmente um sunita como Bin Laden seria acolhido em comunidade islâmica xiita. O contestante, no entanto, elogia o trabalho e a teoria de Gillespie e alertou haver carência de oficiais de inteligência na área tribal e essa deficiência o anterior governo Bush não conseguiu suprir. Na visão do professor de origem paquistanesa, a omissão do governo, no particular, estimula pesquisas como a de Gillespie, graças à excelente tecnologia disponibilizada pela Google Earth.


PANO RÁPIDO. O certo é que os 007, até a tragédia do 11 de setembro, falavam russo e andavam como prestígio em baixa com o fim da Guerra Fria. Raros 007 falavam árabe. Soltos em regiões tribais, ainda que não chegassem montados em camelos e a jogar para o alto notas de dólar, seriam facilmente identificados e rejeitados.


Uma velha estratégia dos 007 da Cia é a de comprar informações. Isso só vem sendo possível em locais de grande concentração urbana, onde o delator consegue um certo anonimato se não sai a exteriorizar a riqueza conquistada. No governo Bush gastou-se muito na compra de informações e, pelo resultados, muitos 007 foram enganados, em região de fundamentalistas religiosos: nem o chefe dos talebans, mula Omar (sogro de Bin Laden) conseguiu ser localizado.
Wálter Fanganiello Maierovitch.


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