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Direitos Humanos: islâmico moderado, dono de rede de TV americana, decapita a esposa

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 18 de fevereiro de 2009.




Depois da tragédia do 11 do setembro de 2001, decorrente de covardes ataques promovidos por terroristas muçulmanos fundamentalistas, o árabe Muzzammil Hassan, residente nos EUA, constituiu e começou a operar com a esposa, Aasiya Zubais Hassan, uma sociedade para explorar a Bridges TV.


A Bridges TV, –no ar desde 2004–, foi a primeira televisão a cabo norte-americana focada em espectadores islâmicos residentes nos EUA e transmitida em língua inglesa.


Desde o nascimento, a meta da Bridges TV era, pelo combate a todas as formas de violência, melhorar a imagem negativa dos islâmicos na sociedade norte-americana, depois dos ataques aéreos às torres gêmeas e ao Pentágono.


No programa de abertura, Muzzamil alertou:
- ”Ninguém fala, infelizmente, das infinitas histórias de tolerância, progresso, respeito à diversidade e excelências islâmicas. Isso tudo a Bridges Tv passará a contar”.


Como frisaram os amigos do casal, foi Aasiya, uma paquistanesa de 37 anos, a incentivar o marido Muzzamil a levar adiante o projeto da Bridges. E ela era sempre vista em trabalhos nos estúdios da empresa televisiva, próximos à cidade de Búfallo.


Na porta de ingresso à residência de Muzzamil não passava o seu discurso sobre a formação e disseminação de uma cultura contra a violência e de paz.


No interior da residência do casal, valiam as vetustas regras de um fundamentalismo machista que coloca a mulher em condição servil, sem respeito à sua dignidade de ser humano. Vigorava a postura de certos extremistas que justificam a violência contra a mulher no credo religioso, como se ofender e lesar as mulheres fossem condutas admitidas aos homens por Alá.


A polícia, muitas vezes chamada à casa por vizinhos que escutavam gritos, registrou ocorrências de pugilato praticado por Muzzamil e a vitimar a esposa Aasiya. Em face disso, Aasiya ingressou com uma ação judicial para obter o divórcio, protocolada em janeiro deste ano de 2009.


O inconformismo de Muzzamil, como já confessou à polícia, levou-o a decapitar a esposa e o corpo, com a cabeça separada, foi encontrado num dos estúdios da televisão Bridges. Hoje a autópsia será concluída, a revelar, entre outros dados, a exata data do bárbaro crime perpetrado neste mês de fevereiro. Até o momento, a arma do crime, um instrumento cortante bem afiado segundo a perícia, não foi encontrada.


Segundo relatos de amigas da falecida Aasiya, ela previa reações violentas de Muzzamil, mas queria levar o divórcio adiante e manter a guarda dos dois filhos, de 4 e 6 anos de idade.


PANO RÁPIDO. No Brasil, e nos julgamentos de crimes dolosos contra a vida realizados pelo Tribunal do Júri (tribunal popular que possui um conselho de sentença composto por 7 jurados leigos) é muito comum a defesa apresentar a tese da legítima defesa da honra.


Nos casos de adultério, ainda está muito viva a cultura de matar para “lavar a honra”, um absurdo, como se a mulher tivesse de pagar com a vida pelo adultério. E faz pouco tempo que o adultério deixou de ser crime no Brasil.


A forma civilizada em casos de dissenso e desarmonia entre marido e mulher, ou entre conviventes, é a separação, amigável ou judicial.


Muzzammil, pelo bárbaro crime, corre o risco de receber pena de prisão perpétua ou capital, outros absurdos mantidos em alguns estados norte-americanos, valendo lembrar que os EUA não assinaram a moratória à pena de morte proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU).
–Wálter Fanganiello Maierovitch–


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