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Caso Battisti. Outro protesto diplomático italiano

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 9 fevereiro de 2009.

Battisti.

Caso Battisti: novo protesto da Itália. O ministério das Relações Exteriores da Itália agitou-se no final de semana. Isto ao tomar conhecimento de artigo publicado pelo secretário-executivo do ministério da Justiça, braço-direito do ministro Tarso Genro : confira no site do IBGF matéria do jornal Folha de S.Paulo, de sábado.


Nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, um novo protesto será encaminhada pela Itália ao Brasil.


O referido protesto vai se juntar (1) à carta pessoal do presidente Giorgio Napolitano (comunista histórico e filiado ao Partido Democrático, que é de esquerda) ao presidente Lula, (2) ao desagrado do Parlamento Europeu externado na quinta-feira passada, (3) à moção de Walter Veltrone ao Parlamento: Veltrone é o líder do partido de esquerda (segundo maior da Itália), se opõe ao governo Berlusconi e quer a extradição de Battisti, (4) etc, etc.


No artigo do segundo homem do ministério, Teles Barreto, ficou destacado ter sido a decisão de concessão de refúgio político a Cesare Battisti dada apenas em razão de a lei brasileira proibir a devolução de um individuo a País no qual a sua vida possa ser colocada em risco.


Por evidente, todos na Farnesina (sede do ministério) sabem que o único argumento jurídico de Tarso Genro, ao conceder o status de refugiado a Battisti, foi correr ele risco de perder a vida, caso restituído à Itália.


Pergunta-se: qual seria a novidade, para um outro protesto ? A primeira vista um protesto diplomático sem sentido porque até o presidente Lula já ratificou a canhestra decisão de Genro.


Pelo que este blog apurou, o novo protesto italiano, às vésperas de o STF tomar posição no caso, deve-se ao fato de o ministro Genro, à imprensa, ter apresentado motivos não escritos (factóides), a desviar o foco sobre o insustentável argumento da sua decisão. Por exemplo, não ter tido Battisti ampla defesa, etc, etc.


A posição da Farnesina, agora com o secretário executivo de Genro a voltar a trazer o foco para o real fundamento da decisão concessiva do refúgio a Battisti, é destacar o equívoco. Centrar no equívoco e não abrir espaços a novos factóides. No particular, a réplica é clara:
“ A Itália, enquanto país democrático fundado numa Constituição, e como membro da União Européia, não pode ser incluída entre os Países que não fornecem garantias à incolumidade dos indivíduos”.


PANO RÁPIDO. Para Genro e os seus seguidores, a Itália ainda não saiu do fascismo. Quem diz o contrário é fascista.


A lista de fascistas está a aumentar. Na França, asilados italianos tidos como radicais esquerdistas, já começaram a criticar Battisti e a sua defensora Fred Vargas, também escritora de livros de suspense de sucesso. Mas, isto será assunto do “post” de amanhã.
Wálter Fanganiello Maierovitch.


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