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DROGA: Ex-membro do cartel de Medellin executado em hospital de Madrid.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 10 de janeiro de 2009.


Leonidas Vargas & Vargas, de 60 anos de idade, pertenceu ao já extinto cartel de Medellín, ao tempo de Pablo Escobar. O prêmio para informações que levassem à sua captura chegou a 5 milhões de dólares. Apelidado de “Vieux”, Vargas era especializado, desde o tempo que operava o cartel de Medellín, pelas remessa de cocaína colombiana para os EUA e a Espanha, que é, hoje, o maior centro consumidor europeu dessa droga. Em julho de 2006, Vargas foi preso pela polícia espanhola em Madrid, quando saia de um hotel de luxo. Condenado, virou colaborador da Justiça e fixou morada na Espanha. Com problemas pulmonares no início deste ano de 2009, Vargas foi internado num hospital de Madrid. Misteriosamente, ontem, um homem ingressou no seu quarto hospitalar individual. Com uma pistola, realizou quatro disparos mortais. Sem dificuldade, o assassino deixou o hospital. Pelas informações que circulam, Vargas conseguiu antecipar a sua colocação em liberdade em face de delações que ajudaram na repressão às drogas ilícitas. E ao mudar de lado, sem ser devidamente protegido, foi, pelo que se supões, executado em face da “traição”. Seus vínculos, conforme registros, foram a chamada máfia galega. PANO RÁPIDO. A delação premiada é um importante instrumento legal para se contrastar a criminalidade organizada. Só que o colaborador deve ficar protegido, em programas gerenciados pelo estado. No Brasil, -- e não se trata de piada --, várias Ongs cuidam da proteção de testemunhas e colaboradores. O estado, ilegalmente, terceirizou a proteção, ou seja, desobrigou-se de fato de cuidar da proteção da vida dos que colaboraram com a polícia e a Justiça. Com isso, o número de colaboradores se reduz. No Rio de Janeiro, uma Ong, que cuida desse tipo de tarefa, funciona em horário comercial, de segunda a sexta. Ou seja, para ficar protegido tem dia e hora certa. Pior, o operador do cartel do Vale Norte, o popular Abadia, foi extraditado por ato do presidente Lula, sem delatar ou cumprir pena no Brasil. E ele, há anos, atuava no Brasil, onde vivia luxuosa e tranquilamente, dado o seu poder corruptor. --Wálter Fanganiello Maierovitch--


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