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Direitos Humanos. Genocídio de Ruanda. Condenações.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 18 de dezembro de 2008.

O coronel Bagosora, condenado a prisão perpétua.


Como o Tribunal Penal Internacional das Nações Unidas ainda não havia sido instituído, fato que só ocorreu em 18 de julho de 1998, a Organização das Nações Unidas, para julgar acusações de crimes contra a humanidade consumados na ex-Iuguslávia e em Ruanda, criou duas cortes penais. Essas duas cortes ad-hoc inspiraram-se, como precedente, nos tribunais criminais internacionais de Nuremberg e Tóquio, pós Segunda Guerra Mundial.

A corte internacional criminal para Ruanda funciona, desde final de 1994, na Tanzânia, na cidade de Arusha. Ela acaba de condenar o coronel Theóstene Bagosora, considerado o mentor dos genocídios contra membros da etnia Tutsi e moderados da etnia Hutu. Na condição de chefe de gabinete do ministro do Interior, o coronel Bagosora controlava as milícias Interahamwe Hutu, responsável e as aproximava das as tropas oficiais. Isto resultou no extermínio de 800 mil pessoas e a provocou 2,0 milhões de refugiados.

Os massacres em massa duraram 100 dias.

O coronel Bagosora, de 67 anos, recebeu a pena de prisão perpétua. As atrocidades se agravaram em Ruanda depois do assassinato do presidente em 7 de abril de 1994: o avião que transportava o presidente de Ruanda foi atingido por um míssil quando se preparava para aterrar no aeroporto de Kigali, capital do país.

Para a Corte, o coronel Bagosora, que era um extremista hutu, foi o principal responsável pelos massacres. Ele chegou a alertar que preparava, em Ruanda, um apocalipse para os tutsis e coniventes hutus.

Junto com Bagosora, foram condenados, a igual pena perpétua, o major Aloys Ntabakuze e o coronel Anatole Nsengiyumva. O Tribunal absolveu e determinou a soltura dp general Gratien Kabiligi, ex-chefe de operações militares do país.
Wálter Fanganiello Maierovitch.


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