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DROGAS: Forças Armadas preparam Narcotraficantes.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 15 de dezembro de 2008.


O ministro da Defesa do México, Guillermo Galvan, fez uma descoberta que muitos já suspeitavam. Em especial aqueles que acompanham a Guerra às Drogas (War on Drugs) travada no território mexicano e notam a desenvoltura dos cartéis das drogas.


Essa guerra às drogas mexicanas, apoiada com verbas repassadas por Bush ao inexitoso "Plan Mérida", só neste ano de 2008 e de janeiro a outubro, já causou 4 mil mortes: a maior parte dos mortos eram civis inocentes.


Uma das estratégias dos cartéis é atingir, num embate com as forças de ordem, cidadãos inocentes. Sabem os chefes dos cartéis do impacto dessas mortes perante a opinião pública, que passa a questionar e a reprovar a militarização do combate às drogas proibidas.


No início da "war on drugs" mexicana, o presidente Felipe Calderon contava com apoio da população, que, no momento, questiona a opção bélica e se espanta ao ser informada do grau de corrupção das polícias: Calderon mandou desarmar os policiais nas cidades de fronteira com os EUA, pois tinham sido cooptados pelos cartéis das drogas.
No final de semana, o supracitado ministro Guillermo Galvan revelou ao jornal El Universal que em cada grupo de três narcotraficantes a serviço dos cartéis, um dos integrantes passou e foi treinado pelas Forças Armadas mexicanas.


Galvan contou que 500 mil mexicanos estão envolvidos no tráfico de drogas ilícitas e 1/3 foi adestrado pelas Forças Armadas. Todos os anos, no México, 20 mil homens dão baixa das Forças Armadas, alguns, escolhidos a dedo, já saem empregados pelos cartéis.


No Brasil, há anos, um ex-capitão do Exército controla territórios, comanda ilegalmente os jogos do bicho e eletrônicos de azar, sem contar a influência na festa oficial do carnaval. Trata-se do notório capitão Guimarães. Alguns relatórios reservados das polícias já apontaram, no Rio de Janeiro, o recrutamento pelo narcotráfico de jovens egressos do serviço militar obrigatório.


Por sua vez, o presidente Lula já anunciou, mas parece faltar verba, o aproveitamento maior de jovens nas Forças Armadas e a possibilidade de emprego quando deixam o serviço militar.


No momento, a situação é tão critica que os nossos recrutas são dispensados no horário do almoço, pois os quartéis não contam com recursos para alimentá-los. Cogita-se, no âmbito do ministério da Defesa, em profissionalização das Forças Armadas, de modo a terminar com o serviço obrigatório e o sistema de baixas.
--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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