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TERROR: IBGF acertou na análise. Ataque era da Lashkar e Taiba conforme informamos na sexta feira.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 30 de novembro de 2008.
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Caro jornalista André Trigueiro.
Camões, nos Lusíadas, frisou ser o “elogio em boca próprio um vitubério”, ou seja, injúria grave de se dizer. A sabedoria popular lusitana, e o berço é a velha região da Beira, difundiu que o pior dos ídolos é o próprio eu”.




Como conheço essas advertências, mas dado o honroso convite formulado pelo jornal da GloboNews, sob seu comando--, sinto-me agradado em lhe informar do acerto da minha análise sobre a lancinante tragédia de Mumbai.




No jornal das 10 hs da GloboNews destaquei que os 007 ocidentais, em apoio ao deficiente e descentralizado órgão de inteligência da Índia, apontavam para a Lashkar-e-Taiba como a autora dos atentados que objetivam criar um 11 de setembro em Mumbai.




Ainda mais. Tive a oportunidade, sempre no jornal da GloboNews que você ancora, de explicar que a Lakshar fora fundada no Afeganistão em 1991 e, depois, deslocada para o Paquistão, onde se estabeleceu na cidade de Lahore, para combater na Caximira. Esse grupo filo-paquistanês é fundamentalista sunita, ligada à escola dos talebans (uma criação do radicalismo do Paquistão) e que passou a integrar e ser financiado pela Al Qaeda.




Modestamente, informo a você, --pessoa cujo trabalho no campo da cidadania é admirável--, que a informação e a análise transmitidas aos seus ouvintes estão registradas, hoje, nas agências internacionais e os jornais europeus.




Com efeito. Dos terroristas envolvidos nos ataques, um deles, depois de ferido, arrependeu-se da promessa de se transformar em camicase, caso capturado.




Ele é o único sobrevivente do grupo terrorista, cuja divisão de fogo era composta de 10 a 15 homens, todos com tarja laranja presa no braço, para identificação visual entre eles.




O nome desse único terrorista capturado com vida é Azam Amir Kasav. Ele confessou pertencer ao Lakshar-e-Taiba, que é o braço terrorista da Al Qaeda na Caximira.




Segundo Kasav, de 25 anos, nascido no Paquistão, apenas 10 pessoas integravam o seu grupo de fogo. Ferido e “concentrando-se no sangue derramado”, reconsiderou a decisão de morrer pela causa islâmica. Conforme ressaltou, a meta era a eliminação de 500 pessoas e fazer, na Índia, uma tragédia igual ao trágico 11 de setembro de 2001.




Por que o grupo de estudiosos em criminalidade organizada (o terror é crime organizado, que é gênero e tem como espécies o terror e as máfias) que integro, e estabelecdo em Roma, debruçou-se na Lashkar-e-Taiba ?




Num resumo, primeiro porque era a Lashkar-e-Taiba é o braço da Al Qaeda na Caximira. Em segundo lugar pelo fato de ter ocorrido, em 2006 e em Mumbai, um ataque terrorista que resultou na morte de 200 pessoas, com alvos em turistas ocidentais: o ataque em Mumbai, iniciado na última quarta-feira, segundo dados oficiais, alcançou 200 mortos (24 estrangeiros) e 300 feridos, a maioria lesionada nos dois hotéis-alvos.




Na sexta-feira última, na parte da tarde, passei um e.mail ao Daniel Evangelista Let, da sua equipe de produção do Jornal das 10, com a análise acima. Daniel telefonara para transmitir o convite para participar do jornal da Globonews. A propósito, tal análise já estava no site do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone, ao qual me dedico desde 1993: www.ibgf.org.br .




Não posso deixar de me preocupar com a dimensão da tragédia, a ousadia dos grupos terroristas transnacionais, reticulares, e que usam dos assassinatos para difundir o medo. O ataque é provocatório a Barack Obama, que, durante a campanha, revelou que concentrará as políticas antiterror no Afeganistão: o ISI, serviço secreto do Paquistão, tem perfil filo-taleban e favorece o extremismo eversivo no Afeganistão. Disto decorre, que do Afeganistão a questão transbordará para o Paquistão, que não está mais nas mãos do ditador Pervez Musharraf




PANO RÁPIDO. As Torres Gêmeas tornaram-se o símbolo da tragédia norte-americana e Ocidental, gerada por ataques covardes. Os hotéis Taj Mahal e Oberoi e a estação ferroviária de Mumbai, agora, viraram os símbolos do horror à Ásia moderna, produtiva e aberta.


Atenciosamente.


--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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